quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Posição do trabalho na minha vida – Assiduidade – Pontualidade - Reclamação

A empresa quer que eu me doe por inteiro ao trabalho, mas para isso tenho que abrir mão da minha vida. E eu pergunto: O que é mais importante?
Não gosto de fazer degraus acerca do que seja mais importante na minha vida. Pra mim, estabelecer prioridades é utopia, diante das constantes mudanças que o futuro nos reserva. O mais importante é encontrar um equilíbrio entre responsabilidades de trabalho e vida pessoal.
Acredito que quando uma pessoa pensa que é capaz de abrir mão de desafios pessoais para aceitar os desafios no trabalho, com o passar do tempo percebe que seu trabalho e vida estão fora de esquadro, e sem perceber cria um sistema “adequado”,     que funciona desde que se considere o trabalho em primeiro lugar e tudo o mais em segundo plano, terceiro ou nem considere.
É importante perceber que o balanço é viver uma vida mais rica e intensa – e que seja mais agradável e significativa. Isso implica que tem que ter o trabalho na perspectiva de uma das muitas coisas em que você quer se destacar, mas não o que define quem você é.
 Eu busco o equilíbrio: de ter compromissos externos e tratá-los com o mesmo nível de dedicação que dou ao trabalho. Muita gente acha que equilíbrio entre vida pessoal e trabalho é um problema pessoal a ser resolvido, e por isso as pessoas que expõem esse pensamento publicamente ficam aprisionadas, ambivalentes, rotuladas de não compromissadas e incompetentes. É assim que me sinto no momento já em tão pouco tempo de empresa.
Contudo, eu não vou deixar o trabalho tomar todo o meu tempo e as minhas energias, procuro alcançar o máximo de resultados positivos no tempo em que me é determinado sem distrações ou enganação, mas não posso fazer nada alem da minha capacidade humana, mesmo sabendo que fazendo isso, afetará na forma como os colegas da empresa me vê e no resultado aos cargos que aspiro.
Sei que a busca por uma vida equilibrada pode dar uma leve ofuscada no meu brilho, ou até ativar a percepção de que estou na função errada ou na empresa errada. Entretanto, toda a paixão que eu dedicar ao trabalho e a alegria que adquiro criando e colaborando com outros, no fim do dia, é apenas um emprego. Ele não vai me abraçar quando eu estiver triste, não cuida de mim quando estou doente (muito pelo contrário me cobra para ficar saudável como se eu que escolhesse ficar doente) e certamente não dará o amor e atenção que minha filha precisa e não irá cuidar de mim quando eu for mais velha.
Quanto a assiduidade, não vejo motivo de reclamações o que eu vejo são pré-julgamentos infundados que pessoas que não procuram saber a verdade e acreditam em boatos.Sei que muita gente que não está em condições faz um esforço adicional para ir trabalhar pra não causar má impressão, desconfianças ou para não sobrecarregar os colegas, há várias pesquisas nesse sentido é um novo fenômeno chamado presenteísmo. Eu não me preocupo com isso, pra mim a saúde não tem preço e se eu não estiver a 100% dificilmente conseguirei levar a minha vida profissional avante. Além do mais algumas doenças não afetam apenas a minha produtividade e o meu trabalho, mas também o dos meus colegas, que podem facilmente contagiar. Acredito que o que há na verdade não é a falta de assiduidade e compromisso da minha parte e sim falta de diálogo e confiança por parte da equipe.
Quanto a pontualidade, desde o inicio eu manifestei o meu desejo de trabalhar apenas a quantidade de horas estabelecidas no edital e acordo coletivo: 6 horas. Sempre procuro almoçar nos exatos 15 minutos e durante o expediente tento não ter conversas paralelas ou me desconcentrar das minhas tarefas. Quando no final do dia verifico que tem várias pendências para o dia seguinte procuro chegar mais cedo e ir adiantando o trabalho, para caso seja necessário ficar alguma hora extra sem sair muito tarde. Procuro sempre cumprir as tarefas determinadas e tento honrar todos os compromissos com a maior brevidade possível.
Quanto a reclamação de clientes, o problema não foi reclamar da minha pessoa e sim do serviço da empresa esperado pelo cliente que está designado a mim e que não pôde ser feito diante da minha ausência por motivo de saúde. A reclamação foi para a empresa em geral. E entendo que o motivo não seja falta de gestão, mas sim de funcionários diante de toda a demanda da agência. Problema que não cabe apenas aos que trabalham no PV resolver e sim a superintendência.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Exagerado

Nessa época do ano, acontece em Fortaleza o carnaval fora de época chamado de FORTAL, um carnaval baiano fora de época.
O que muitos não entendem (a maioria cearense que não tem em sua cultura o axé) é que não se trata apenas de uma fabrica de ganhar dinheiro, para muitas pessoas são quatro dias que elas podem "sair da linha" sem que isso não influencie suas atividades rotineiras. Mas a maneira mais interessante que eu vi de se dizer isso foi no Blog de um amigo.

Em um trecho o escritor dá a sua opinião de forma genial:
"Se você quer se comportar de forma instintiva, sem necessariamente estabelecer nenhuma ligação consciente de alteridade com uma multidão de pessoas, é o local ideal para se exercer o individualismo narcisista"   http://lobofrontal.blogspot.com.br/2012/07/o-fortal-agimos-como-se-nao-soubessemos.html


Como cantava o grande músico Cazuza: "Exagerado... eu sou mesmo exagerado..."


Bem o Cazuza falava do amor e eu falo de mim.
Muitos momentos tudo tem que ser no extremo, explicando melhor: se eu for estudar tem que ser demais, se eu for curtir quero o melhor, se eu decidir beber não será apenas uma dose e quando me apaixono também. Tudo muito intenso, todos os sentimentos, alegrias e tristezas.


Para aqueles que não gostam do estilo axé, o Fortal é apenas pessoas sem noção do ridículo que exagera na bebida, passa a noite pulando e o dia na ressaca moral pensando nas besteiras que fez.... Fortal é mais que isso! É um momento que ocorre uma vez por ano e me permite ser feliz, bebendo, pulando, dançando e conhecendo muitas pessoas do resto do Brasil.


Para evitar problemas familiares resolvi solicitar a opinião dos mais velhos. E o que eu escutei foi: pode ir com amigos, sem beber e volte cedo. O que? me perguntei por dentro. Qual a graça?
Três coisas inviáveis: 


Primeiro porque tenho um número de amigos que podem ser contados nos dedos das mão, os que não estão casados e com filhos, estão preocupados demais com concursos públicos e não saem de casa, no máximo vão para um restaurante pra dizer que isso é sair e a conversa na mesa não passa de concursos e direito.


Segundo eu sou muito tímida para pular e dançar como se nada importasse sem a ajuda do álcool e ele também me deixa uma pessoa mais simpática.


Terceiro se eu vou pagar uma fortuna eu tenho que fazer valer cada centavo investido porque se eu sair antes não devolverão meu dinheiro e quanto mais demorar pra acabar mais eu vou aproveitar um momento único.


A graça pra mim é estar num lugar onde ninguém me conhece e não se preocupa comigo, onde eu posso fazer qualquer coisa que não vai ser ridículo e não vou ser criticada por isso e se a festa só termina de manhã, quero chegar de manhã como se fosse o último porque todo segundo é importante e pode ser realmente o último, pois a morte não vem com hora marcada. E essa graça, desse momento, só ocorre duas vezes no ano (Fortal e Carnaval de Salvador)


No momento em que eu abri mão de mim e fiquei em casa, recebi um convite para ir ao Orbita (boate com música eletrônica e rock). Pensei: curtir rock e musica eletrônica (coisa que eu detesto) é coisa de adulto? 
Eu senti o peso de um preconceito sem tamanho por receber um tratamento diferenciado pelo meu gosto de estilo musical.


O melhor é a liberdade e a despreocupação. Tem gente que passa vários anos se programando pra poder curtir esse evento e eu estou do lado dele e não posso, tenho que deixar as pessoas preconceituosas que me amam mas não me entendem despreocupadas e felizes.


Para eles, não adianta eu ser responsável no trabalho, concluir um curso de direito, estudar pra concursos e criar uma filha sozinha, se a minha concepção de diversão e o modus operandi  não é o que eles espera de pessoas maduras.


Escutei Ainda: "Lá não tem pessoas da sua idade, apenas adolescentes você não tem mais idade pra estar fazendo isso. Não tem pessoas do seu nível. E não é num ambiente como esse que você vai encontrar o amor da sua vida"
As pessoas precisam ser taxadas pro nível e idades e locais onde frequenta? Isso é tão tradicionalista! E ao mesmo tempo, Revoltante! Por isso que o Brasil não vai pra frente porque as pessoas não podem ser quem elas querem ser, elas só podem enquanto são adolescentes, porque os outros vão dizer: "são só garotos e não sabem o que fazem, isso passa", mas como adultas elas não podem e se fizerem são ridicularizadas. 
A sociedade quer que ela seja controlada, responsável e se divirta com chá inglês. 


Ainda estamos muito longe de uma evolução. Me sinto na pré-historia enquanto os países de primeiro mundo estão ano luz da nossa evolução. Então quando eu digo que quero voltar pro primeiro mundo, o pessoal só falta enfartar.
Pobre de mim que não sei ser narcisista e virar as costas pra todo mundo e cuidar dos meus interesses, da minha vida. Procuro sempre deixar aqueles que amam felizes, esquecendo até de mim. E por isso levo uma vida odiosa, sem sentido, com contagem regressiva para que o fim chegue depressa.


Mas no fim tudo fica do mesmo jeito porque sou exagerada: amo como se não houvesse amanhã,  me divirto como se fosse a última vez, mas quando o assunto é trabalho e estudo também sei ser intensa, quando eu quero e estou inspirada pra isso, às vezes não adianta forçar a barra por obrigação.
Uma vez uma psicóloga me falou que todo mundo tem que equilibrar a vida na balança diversão e obrigação, senão fica impossível viver. Posso garantir que o prato da diversão anda vazio...


Sou uma pessoa sensível e a sensibilidade me faz ser exagerada. Bem como incompreendida.
Eu só queria aprender a ser mais egoísta e me importar menos com os outros. Porque se isso leva à solidão, eu já carrego esse ônus a um tempo, mas cadê o bônus?

sábado, 23 de junho de 2012

Meu vício agora



Não vou mais falar de amor, de dor, de coração, de ilusão
Não vou mais falar de sol, do mar, da rua, da lua ou da solidão
Meu vício agora é a madrugada, o passar do tempo...
Movimento, é o vento, é voar...é voar
Não vou mais verter lágrimas baratas sem nenhum porquê. E mesmo assim fica interessante, não ser o avesso do que eu era antes. De agora em diante ficarei assim...
Desedificante...
Hoje não precisei escrever, porque a Banda Kid Abelha escreveu por mim...
Finalmente férias eternas do lugar que eu odiava estar: UNIFOR!!! Nada de boas lembranças!!!
Agora é o início de uma nova vida: Guitarra, violão, provas, videogames e televisão!!!
Agora, na minha vida não existe mais lugar para paixão.
Rock and Roll com kid abelha, engenheiros e legião

terça-feira, 22 de maio de 2012

O Fim da série HOUSE

Introdução: 
Por que mentimos? Mentimos por ser útil.
A verdade começa com mentiras. Pense nisso.



House fez parte da minha vida pouco depois da série chegar a 4ª temporada. Por muitas vezes senti o que House sentia, sempre tive o sentimento de tristeza, de sentir que não posso ser amada, mas diferente do personagem não conseguia fazer piadas com as situações. Não chegava a ser tão sarcástica. Ao contrário, me derramei em lágrimas em muitos episódios...
As temporadas foram avançando e a minha semelhança também, House era um espelho para mim, quando ele conseguiu ter um romance com a mulher dos seus sonhos, eu também tive um sonho tornado realidade, quando ela terminou com ele e ele ficou super mal, eu também estava na mesma situação. Bem eu não cheguei a ser presa, mas pensei que ia enlouquecer... Até green card chegou na série!!! Uau we´ve got so many things in common! Depois a série chegou ao fim.
Mas esse post não é para falar de mim e sim de House!

Essa série maravilhosa que me acompanhou por anos e fechou com chave de ouro. Quando bater a saudade assistirei novamente para lembrar os bons e maus conselhos... Essa é minha maneira de dizer adeus, uma singela homenagem de fã.
No natal de 2011 uma das opções de presente que dei ao meu “amigo secreto” foi o Livro: O guia oficial de House - Ian Jackman e foi o que eu ganhei.
Ao lê-lo sublinhei algumas partes que me chamaram atenção que define exatamente porque eu AMO essa série.

Prefácio com palavras de Hugh Laurie:
“Pode-se afirmar que a aversão de House a tudo que é pólio e eufemístico fornece ao público mais velho algum alívio diante da hipocrisia do politicamente correto de nosso tempo; também se poderia alegar que ele atrai um público mais jovem por ser antiautoritário, que é como os jovens veem a si mesmos, embora raramente o sejam.”
“Ele pode ser jogar num rio; pode sair em busca da felicidade, como alguém já disse memoravelmente; ou pode fazer piadas sobre isso.”
“Aliviar o sofrimento e fazer a coisa certa são regras que House é obrigado a respeitar; mas ele as cumpre de má vontade, com incerteza, suspeitando de que nada vale a pena, de que tudo não passa de vaidade.”

Fica a dica:
House vale a pena experimentar... não é muito mais que um saco de muffins, mas nunca se sabe – você pode achá-lo interessante.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Meu momento

A menina que gosta de sorrir, de dançar e de cantar.

A menina que se ilude fácil, que até hoje não esquece o primeiro beijo e que toda noite chora pensando no futuro.

A menina que é bastante complicada, que às vezes confundi amor com amizade e que confia plenamente nos amigos.

A menina que tem esperança de encontrar seu príncipe encantado, que sonha em se formar em DIREITO e que não vive sem internet.

A menina que ama matemática, não gosta de português e que não gosta nem um pouco de química.

A menina que não gosta de regras e que odeia as atividades domiciliares.

 A menina que às vezes é bastante sensível e que chora por qualquer coisinha.

A menina que odeia segunda-feira e acordar cedo.

A menina que se apaixona fácil, que chora ao ouvir musica romântica e que de vez em quando fica de T.P.M.

Enfim, a menina que designa todas as características de uma adolescente sonhadora e que no fundo, quem sabe, ainda acredite em de contos de fadas !!!

domingo, 8 de abril de 2012

Concursos Públicos

Depois de muito tempo falando em concursos públicos decidi analisá-lo na minha vida. Por que eu escolhi ser concurseira? E cheguei as seguintes conclusões:

1. Ser uma pessoa sem autoestima. Passar no concurso significa eu posso. Eu sou melhor que você. Eu não sou um nada, olha onde cheguei e posso ir mais longe se eu quiser. Apenas preciso mostrar para as pessoas que eu não sou inútil e que eu sou capaz.
Não me interessa o cargo, o salário e sim o quão difícil é passar na prova, isso é muito mais gratificador, mas também é momentâneo.

2. Por me achar uma ostra, que não abre a sua concha assim tão facilmente, nunca me imaginária sendo classificada em provas subjetivas (entrevistas de emprego privado), acredito fielmente que não conseguiria o mais simples dos trabalhos através de entrevistas. Imagina só um futuro chefe lendo o meu Blog! Receberia um carimbo de rejeitada, sem dúvida alguma. Então, a opção ser classificada por uma prova objetiva, parecia mais lógico para eu poder ser alguma coisa.

3. A longo prazo podemos falar do que todos falam, estabilidade financeira etc. Mas essa ainda não chega a ser a questão. Penso mesmo é caso eu encontre antigos colegas de escola primária ou secundária ou até faculdade mesmo e seja cumprimentada com a seguinte pergunta: “E aí, o que você está fazendo da vida?” É muito bom poder abrir a boca e dizer sou servidor público e você? Isso é o que nós podemos chamar de status, mas não precisa ter ar de superioridade, apenas de igualdade. Só não quero ser marginal, no sentido de estar a margem da sociedade.

4. Mas apesar de tantos motivos tenho um em especial, só meu que salta aos olhos, se sobressai e para mim é mais importante que todos e quaisquer itens que aqui eu possa escrever: A DESCULPA!!!
Estudando posso fugir de problemas, esqueço o mundo real e entro no mundo literal das leis, tento fazer com que nada tire a minha concentração e procuro guardar na memória apenas legislação, limpa e seca. Fazendo relação com a vida, fica tudo superficial. Acordar, comer, estudar, dormir. Sem interpretações ou aprofundamentos.
Esqueço o resto, como se mais nada na vida importasse. Nos auges dos estudos eu me torno um ser sem vida, sem pensamentos, tentando tirar toda a dor. Aparentemente fico parecendo uma pessoa normal que está galgando um cargo público e se esforçando para cumprir o seu objetivo. Mas não é nada disso!

Vou traduzir o meu código de concurseira:

“Preciso Estudar”: Estou com problemas e quero fugir deles.

“Estou estudando”: Não aguento mais os meus problemas, estou correndo deles.

“Tem um concurso muito bom agora, vou focar”: Saí da realidade e fugi dos problemas.

“Não posso, tenho que estudar”: A resposta do meu coração é sim, era tudo o que eu mais queria, mas por algum motivo preciso dizer não.

“Não falo de estudo nenhum segundo e deixo qualquer coisa de lado por uma diversão”: Aí sim, estou sendo FELIZ!!!

Financeiramente eu não tenho mais nenhum motivo pra ser concurseira, eu já atingi meu objetivo, já passei em vários concursos, poderia parar por aí, mas psicologicamente não posso, pois ainda não aprendi outra maneira de me esconder.