quarta-feira, 25 de maio de 2011

Variações do meu ser

Talvez um dia eu soubesse que eu sou, mas hoje eu não sei. E não é o meio em que vivo que vai me ajudar a achar essa definição.

Talvez um dia eu tenha sido feliz, mas não é o que acontece há muito tempo. E não são as pessoas que estão ao meu redor que vão me trazer de volta a felicidade.

Se eu não me conheço, como podem os outros querer me conhecer e me definir?
Nenhuma palavra, nenhum texto, nenhum livro é capaz de falar de mim e explicar mudanças, atitudes e decisões.

Eu sou simplesmente eu, um ser indefinido, complexo e mutável, que não cabe rótulos, apenas estou de passagem por aqui e por qualquer lugar que for.

Ninguém pode julgar se as minhas atitudes são certas ou erradas, podem apenas compará-las se são iguais ou diferentes das atitudes das massas e, aceitá-las, ou não, se aproximando ou se afastando de mim.

Não estou aqui pra ser histórias pra contar, pra agradar, pra trazer felicidade ou ajudar, nem tampouco o contrário.

No momento eu apenas sou e estou, amanhã é um outro dia, tudo pode mudar.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Que a chuva traga alivio imediato

e me ajude a esconder as lágrimas que insistem em sair dos meus olhos, por conta da dor que nenhum médico pode curar.

Os pensamentos vão longe, mas as conclusões são precisas.

É triste saber e ter a certeza que eu vou passar a minha vida toda sozinha.

Dói gostar de alguém que nunca vai me ver da forma como eu gostaria. Achei que tinha encontrado a pessoa perfeita e descobri que eu sou imperfeita demais pra ela.

E que apesar de ter algumas qualidades os meus defeitos se sobressaem em todos aqueles que me conhecem. Nunca me deram uma chance de tentar mudar, de me ajudar a melhorar. Defeitos podem ser consertados, melhorados, mas ninguém que isso. Querem encontrar tudo pronto. Ou são apenas desculpas?

Quando Lulu Santos canta: “Quando um certo alguém desperta o sentimento, é melhor não resistir e se entregar...” e alguém resolve escutar o resultado é um imenso buraco no lado esquerdo do meu peito de alguém que me arranca o coração com as mãos, usando as palavras.

Dói perceber que toda a minha vida foi um caos, que ninguém nunca gostou de mim de verdade e que os relacionamentos que eu quis “amar pelos dois” terminaram de forma trágica.

É triste guardar um cemitério na cabeça.

É triste ver que meu ultimo relacionamento não foi uma historia de amor e sim um circo que não me ensinou nada, apenas transformou meu coração em pequenos pedaços de cristais quebrados impossíveis de se recomporem e me fez desacretidar no amor.

Mesmo assim, teimosa, acabei por gostar de alguém e tentei mais uma vez, começando diferente, sendo sincera, sem jogos e brincadeiras e mais uma vez me machuquei. Antes mesmo de ter um relacionamento.

Amor é coisa para crianças, contos de fadas, filmes e novelas. Não existem na vida real. Pelo menos não na minha! Se existe na sua, escute Kid Abelha: “Jogue suas mãos para o céu e agradeça...”

Minha vida, minha história, só existiu ilusão acompanhadas das desilusões.

É triste sentir-se desiludida. O mundo parece acabar, o chão parece se abrir, o pensamento fica longe e incompreensível. Como palavras soltas que se transformam em frases esparsas.

Não vale a pena amar as pessoas como se não houvesse amanhã, pois ele chega e é escuro, solitário e sombrio.

Todos nós nascemos sós e assim morreremos. Entre o tempo de nascer e morrer viveremos de alegrias e dores, uns com mais outros com menos e feliz aquele que sabe suportar e enfrentar a dor.

Não é o meu caso. Por isso, mesmo sabendo de tudo isso, sofro com o fim na solidão.



Musica: Shania Twain - Don't!
http://www.youtube.com/watch?v=hZwjjaQkaBA