segunda-feira, 28 de setembro de 2009

O Erro

Cometi um erro que causou danos irreparáveis, igual como quando você amassa bem uma folha de papel e não consegue tê-la de volta no seu estado inicial, intacta.

Hoje sofro muito com as conseqüências desse erro e a única motivação que tenho para acordar todos os dias é a minha filha, minha princesa, meu sonho que se tornou realidade.

Mesmo diante das adversidades da vida e da minha incapacidade de sonhar novamente vivo tentando ser boa mãe, uma boa estudante, uma boa profissional e uma boa pessoa com todos que me cercam em especial: minha família.

As grandes perdas que eu tive eu nada mais posso fazer, por mais forças que eu pudesse ter não consigo acreditar que algo vai mudar.

Assim sigo tentando aprender como é viver...

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

A Perda do Depositário Fiel

Apareci no meio de um processo que estava sendo objeto de disputa judicial. Não era um bem qualquer, era um cristal valioso e frágil.
De tanto insistir fiquei como depositária fiel desse bem, tinha que guardar, zelar e garantir que nada aconteceria a ele que nenhum vento o derrubasse.
No inicio fiquei feliz, cuidei com carinho que passei a me apaixonar por ele, esquecendo por um momento o que ele estava fazendo ali comigo, qual a razão de ser e estar.
Os dias foram se passando e a solução da causa foi chegando ao fim, logo o juiz sentenciaria e eu teria que entregar o que eu cuidei com tanto amor e carinho. Pensei em entrar na briga, mas não soube como poderia fazer.
Enquanto eu ainda estava pensando fui comunicada o dia da audiência que eu teria que entregá-lo, revidei, estava muito apegada, iria sofrer demais me separando dele.
O processo foi julgado e o juiz emitiu um mandado de busca e apreensão devido a minha rebeldia.
Ao ver o oficial ali parado na minha frente, a emoção tomou conta de mim, eu não queria entregá-lo a ninguém, mas sabia desde o inicio que este dia iria chegar, estava convicta que ele já pertencia a outra pessoa.
Diante de tal situação, acreditei que jamais aquele cristal valioso poderia pertencer a uma pessoa como eu, apenas me senti uma incapaz e, por conta da violenta emoção, agi de forma irracional. Apenas pensei: “Se não será meu, não será de mais ninguém!”
Abri a janela e não esperei o vento derrubá-lo, peguei o cristal, com todas as minhas forças, o joguei contra o chão. Não satisfeita ainda pisoteei sobre os pedaços que ainda restavam para que não sobrasse nada.
O oficial juntou os pedaços no chão e os guardou. Por conta dos meus errôneos atos, ganhei uma prisão e um processo por perdas e danos diante do dolo apresentado para o desfazimento da coisa.
Quando para mim já não tinha mais jeito, descobri que o juiz decidira que a nenhuma das partes pertencia aquele bem, a falta de ver as coisas com clareza me fez ser rebelde e o tirou de mim, se eu o tivesse apresentado como fora solicitado ele ainda ficaria um tempo sob minha guarda.
Descobri ainda que eu era mais frágil que aquele cristal, que eu estava em pedaços e ele continuava inteiro, tudo o que eu quis fazer voltou-se para mim mesmo por conta da ilusão do que me seduziu. Ele era bem mais forte.
O bem continuava sem dono e um dia seria expropriado. Eu ainda teria uma chance de tê-lo se não tivesse tentado destruí-lo.
Com certeza ele pertencerá a alguém e tudo o que posso fazer nesse momento é solicitar que tal pessoa consiga cuidar, zelar e amar da mesma forma ou até mais do que um dia eu amei.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Sintomas de saudades, pensando em você...

Te conheci, coisas da vida, coisas do mundo... conversava contigo e nada passava em minha mente que um dia poderia te namorar, estar contigo, dedicar momentos a ti; momentos que se tornam maravilhosos onde posso dizer-te palavras ternas, onde posso beijar-te, abraçar-te.
Como tudo no mundo aconteceu, aconteceu conosco, a simpatia que sempre sim surgiu porque era platônica, estava dentro de nós e de repente ela se manifesta para tornar-se realidade.
Hoje eu queria estar bem longe daqui, longe dos livros, longe de tudo. Queria estar numa praia deserta com a pessoa que amo, nós dois bem cedo curtindo o nascer do sol, juntos, abraçados; logo em seguida, após o café na areia, pegaria o nosso veleiro, colocaria no mar e sairíamos velejando sobre o atlântico.
Um amando o outro, aproveitando o máximo possível e, a tarde, veríamos o sol se por, dando lugar para a lua cheia iluminar a noite, voltaríamos a terra firme, ao lado de nossa barraca, acenderíamos uma fogueira e namoraríamos até o sono chegar e a fogueira apagar.
Entraríamos na barraca, tudo estaria pronto a nossa espera e, lado a lado, dormiríamos juntos assim formando uma linda história de amor
Mas tudo isso não passa de um sonho que eu gosto de curtir imaginando nós dois juntos... esperando que se torne real.