terça-feira, 27 de outubro de 2009

Perda e dor

Existem vários tipos de perda, mas perder alguém é algo tão serio tão grave...
Mesmo assim ainda pode ser subdividido: as vezes perdemos uma pessoa pela morte e as vezes perdemos pela vida, por nossas atitudes.
As duas formas de perder pessoas são cruéis, muitas vezes são inesperadas, mas perder alguém que está vivo é pior pois você ainda pode encontrá-la, e nada pode fazer para recuperar a perda mostrando que o dano foi irreparável.
Se aproximou, ficou perto de mim, me fez sentir alguém depois simplesmente ... apenas me senti como se eu nada fosse. A pessoa seguiu sua vida, sorriu e foi ser feliz, sem guardar nenhuma lembrança. Enquanto eu tenho recordações de tempos bons que eu queria que continuassem existindo, e crio diariamente recordações da tempestade que estou vivendo.
Pode haver várias conquistas, mas na frente de uma perda nenhuma delas significa nada, é o mesmo que ocorre com o nosso corpo humano, ele está em pleno funcionamento, quando há um corte profundo não importa o que está bom só se consegue pensar na dor e em uma maneira de fazê-la parar, só consegue ser lembrado a parte machucada, o nosso cérebro é treinado para isso.
Perder alguém é um grande corte profundo, parece que nada mais importa. Só consigo pensar em como poderia ser diferente, o que eu poderia fazer pra consertar, eu preciso curar essa dor e seguir em frente, não posso simplesmente ficar aqui, assim
Eu simplesmente não consigo chegar perto, tenho que verificar os locais que freqüento, as pessoas com quem falo, onde, quando, por que, são perguntas diárias. Ver é sentir aquele bisturi entrando novamente e cortando profundamente, me deixa confusa, dói como nunca tinha doido antes em toda minha vida.
O vendo de longe percebo o quanto está feliz, o quanto eu não signifiquei nada e sinto dor, não consigo aceitar essa perda, ela ainda está muito recente e muito forte. Difícil ainda quando sempre escuto que eu criei tudo isso, que eu perdi por minhas atitudes.
Então choro para tentar diminuir a profundidade da dor, colocando, assim, pra fora tudo o que está me matando.
Mas, mesmo existindo família, amigos, pessoas importantes que me dão valor, que gostam de mim e se preocupam comigo, mas nesse momento parece que nada mais importa, outras perdas não fariam diferença, não tem como ficar pior.
Penso nos outros que ainda estão vivos e presentes do meu lado, queria poder dá-los atenção, mas a dor não deixa. Todos os dias ela me consome e eu me sinto uma pessoa que não merece esse carinho e atenção que os outros têm, eu não.
Me sinto um monstro! Só queria que todas as pessoas pudessem ver assim como, aquela que está longe já viu, eu não consigo mais seguir em frente, eu não posso mais amar ninguém, porque não sou ninguém e não tenho capacidade para amar como as pessoas mereciam.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A Falha da Inteligência Emocional

O conflito continua, às vezes olho para trás e parece que não comecei a consertar nenhum dos erros do meu passado, parece que eu estou cometendo os mesmos erros.
E nessa hora em sinto fraca, me sinto incapaz.
As mudanças ocorrem lentamente e o tempo passa tão rápido que sempre parece que nada mudou, mas só o fato de eu saber quais são os meus erros já é uma grande mudança.
Talvez, a fraqueza que eu sinto não queira dizer exatamente que eu não sou forte. Mesmo assim, a vontade de desistir de lutar quer tomar conta de mim. Mas, se eu fizer isso, me sentirei pior, me sentirei uma perdedora e, mais uma vez, me contradigo com outros textos quando eu digo: “CHEGA! EU NÃO AGUENTO MAIS!”
Não consigo medir em uma balança a angustia de continuar e a dor de perder, de voltar ao inicio.
Se pelo menos eu soubesse que nunca mais iria passar por isso novamente. Mas nada posso garantir, o futuro ao futuro pertence, eu tenho que ver os passos do presente e ir vivendo.

domingo, 11 de outubro de 2009

Mais um ano se passou e eu sou asism:

Bem... Eu amo a vida e minha filha Sarah, gosto muito de sair, mas procuro não passar dos limites, amo o Carnaval de Salvador e o Fortal e faço tudo pra transformar essas duas festas nas maiores realizações do ano, um momento guardado, separado e uno na minha vida, o meu momento, durante esse período é só diversão.
Durante o resto do ano eu tenho muitas responsabilidades que faço questão de assumi-las com amor, que são, por exemplo, a Sarah, meu trabalho e o meu Curso de Direito e o estudo para concursos, procuro estudar bastante para aprender muito e um dia ter um futuro brilhante, procuro educar minha filha com amor e muitas vezes tenho que esquecer de mim e colocá-la em 1º lugar, faço tudo com sorrisos e muito orgulho, mas mesmo assim muita gente me critica, que só dou ouvidos quando as acho construtivas.
Gosto de viajar muito, mas não faço com freqüência, também sou uma pessoa que sonha muito acordada e procuro sempre ver o lado bom e positivo das pessoas e dos acontecimentos.
Por falar em pessoas, quando amigos que eu não vejo sempre estão por perto, gosto de ser hospitaleira e dar atenção procurando sempre ajudar em tudo o que estiver ao meu alcance, confio muito em todo mundo e faço o possível pra agradar a todos, principalmente aqueles que considero amigo, por isso às vezes me machuco, pois penso que estou agradando e estou na verdade é atrapalhando e também algumas pessoas não agem de boa fé e me trai a confiança fico chateada mas tento superar. Não gosto de esquecer as pessoas, acho que todas que passaram na minha vida são importantes e especiais e sempre estou procurando resgatá-las para que elas permaneçam. Me apaixono por todos muito fácil e acho difícil esquecer, mas difícil ainda é eu não gostar de alguém.
As vezes não falo muito, as vezes falo pelos cotovelos, acho que minha vida é um livro aberto e considero isso de certa forma um defeito, pois nada guardo só pra mim, gosto de compartilhar alegrias e tristezas. Amo escrever, acho que é o que eu faço de melhor.
Gosto de tocar violão (bem pelo menos eu tento), acho bom pra relaxar e distrair. Não gosto de me arrumar, negocio de combinar bolsa com cinto com sapato; cordão com brinco com pulseira não é muito o meu jeito, quando preciso peço ajuda a minha irmã que entende disso.
Quando estou muito estressada gosto de ir a praia e ficar olhando pro mar pensando na vida, no que aconteceu e no que pode acontecer; e quando estou com raiva só quero ficar sozinha, me isolo as vezes deixando até pessoas preocupadas, pois tem vezes que literalmente eu sumo e só apareço quando esfrio a cabeça.
Às vezes sou cabeça-dura quando coloco uma idéia na cabeça ninguém tira e eu bato o pé; quando eu quero uma coisa eu vou atrás, se não der certo sou brasileira e não desisto nunca. Sou chorona de vez em quando e às vezes faço drama.
Gosto de fazer coisas diferentes que fique na memória daqueles que me conhecem, gosto de ter historias pra contar, gosto de ser lembrada e de ser convidada pra sair mesmo que a saída seja para um supermercado, pra mim não importa o lugar e sim a companhia.
Uma das melhores coisas que aconteceu na minha vida foi eu ter conhecido Jesus e tê-lo aceitado como meu Senhor e Salvador, agradeço a Deus a vida do pastor Edson e da pastora Ozanides que me apoiaram e me ensinaram nessa caminhada. Tenho muitas saudades da minha família cristã (World Revival Church - Orlando). Sou temerosa a Deus e tenho muita fé, mas sei que algumas coisas que faço não O agrada. Tenho saudades dos Estados Unidos, se antes de conhecer esse país eu achava maravilhoso, depois que eu morei lá, acho que não existe lugar melhor do mundo para se viver, espero que um dia eu possa voltar.
Acho que já dá pra ver um pouquinho como eu sou, se tiver algo mais não lembro no momento, aí só me conhecendo mesmo.

domingo, 4 de outubro de 2009

O Conflito

Conflito entre duas pessoas, duas partes que se encontram em um único ser.
Uma hora ela se pergunta o que está fazendo, se o que está fazendo é o correto. Mas, o que é o correto?
Há preocupação com o que os outros vão pensar, com que os outros vão falar. Parece que o correto é o que a sociedade dita como correto.
O instinto cada dia que passa é controlado no ser humano.
Ninguém pode se mostrar sem ser julgado, máscaras existem o tempo inteiro.
Tem se que entrar nas regras pra ser alguém? Será realmente que isso é necessário? Onde fica a vontade própria?
Pesquisa-se o que as pessoas de vontade própria conseguiram na vida. Aprende-se algo interessante.
Talvez, ela consiga ser ela mesma e não apenas o que os outros esperam dela.
As frustrações que ela tem... ela sempre precisa culpar alguém pelos seus próprios erros?
É preciso crescer e saber dizer que errou, que aprendeu e tentar melhorar.