segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

O Elefante Branco

Maria trabalhava na empresa “Dream Job”. Certo dia, chegou uma tarefa de oito volumes com prazo de 15 dias. Ela tinha que agira, era importante, tinha peixe grande dentro. E o seu conhecimento prático era igual a zero.

Nunca tinha feito aquela tarefa e só tinha ouvido falar na faculdade, mas fazer o que.

Ninguém se importava,

Ela tentou de todas as maneiras, não dormiu no final de semana direito pensando nos oito volumes de sua tarefa. Não resistiu e levou suas anotações para casa, junto com seus estudos e ficou por um dia inteiro tentando achar a resposta perfeita para o problema.

Tudo que ela tinha era o resultado final desejado que tinha sido direcionado pelo chefe.

Esforços não foram medidos.

Com humildade levou uma “possível” solução da tarefa, já imaginando que seus erros seriam apontados. Na verdade, Maria estava contando com o apontamento dos seus erros para aprender.

Após a análise do chefe, seus erros foram apontados e Maria prontamente se dispôs a corrigi-los.
Mas ela não sabia que não teria mais outra chance de corrigi-los novamente.

Depois, silêncio total.
O telefone tocou. O elefante branco apareceu!

Acabou o seu dia de trabalho e ela voltou para casa.

Em sua mente, seu chefe não gostou do trabalho dela, delegou-o a outra pessoa, pois não teria tempo ou paciência com alguém que não sabe fazer o que lhe é determinado.

A aflição tomou conta. Acabou o seu dia.

Isso poderia ser apenas mais um pensamento de alguém que tem problemas psicológicos, mania de perseguição ou baixa alto estima, dentre outros...

Mas o elefante branco estava lá! Não foi imaginação! Era real!

Como Maria vai continuar trabalhando na empresa “dream job” sem ter a experiência necessária para o cargo, com muitas responsabilidades e pouca inteligência emocional?

Esse é o trabalho que Maria liga, que quer passar o resto da vida, não é apenas mais um.

Mas, talvez seja…

Ela só não sabe ainda...


terça-feira, 1 de janeiro de 2019

2019 - Lágrimas a declarar

2018 Foi um ano bom.
Realizei 3 sonhos: Fui morar no Sul do Brasil; Consegui meu visto de turismo para o Canadá e para os Estados Unidos.
Até hoje a frase do servidor do consulado americano soa na minha mente: "Everybody deserves a second chance". Valeu a pena dizer a verdade.

Em outubro de 2018 com o visto em mãos e férias marcadas consegui comprar uma passagem acessível para passar 45 dias com a minha irmã em Vancouver. Parecia que nada podia dar errado...

Ledo engano, de repente a maré começou a mudar.

Faltando menos de uma semana para a tão sonhada viagem, começou o pesadelo.
Comunicado de cancelamento de férias, acusações que não feriram o corpo, mas o fundo da alma.

Nessa hora me lembrei do quão é difícil ser feliz e o quanto a felicidade quer viver longe de mim.
Aquele sentimento de ser feliz por um segundo, foi bom por um momento. Mas é incrível o estrago que vem depois.

Com o cancelamento do comunicado, chegou o "grande dia" da viagem e o estomago deu seus sinais de "não estou a fim de viajar", em seguida foram os olhos que se encheram de lágrimas, mas não de alegrias e sim de uma profunda tristeza.

De repente o ombro "endureceu" e aquele reencontro que era para ser um momento lindo se resumiu em um: "Me leva pra casa que preciso de cama".

Minha irmã e meus sobrinhos choraram de emoção com a nossa chegada no Natal e eu estava ali, apenas de corpo. Não sei em que parte do caminho ficou a minha alma ou os meus bons sentimentos.

No ano novo não resisti, poderia ter ido ver os fogos no centro de Vancouver, mas a cama me segurava como uma camisa de força e eu não precisava me esforçar para dormir.

Eu viajei mais ou menos 12.500 km, em três dias, para estar com a minha família, para aproveitar minhas férias, para conhecer um país novo, uma cidade nova. aproveitar todo o tempo para escutar a língua que amo, o inglês.

E tudo o que eu consigo fazer é chorar debaixo do edredom com a certeza de um futuro incerto.