terça-feira, 20 de setembro de 2011

Impossibilidades possíveis

Impossibilidades possíveis
quarta, 10 de fevereiro de 2010 às 17:34

Você um dia entrou na sala onde eu estava assistindo aula
Impossível não te notar
Mas ao mesmo tempo meu coração dizia que era impossível eu te conquistar.
Ironia do destino,
Você entrou na minha vida
Impossível não se envolver.
Você foi embora,
Voltou para os braços de quem te tinha no momento em que te vi pela primeira vez quando eu sabia que não poderia tê-lo.
Impossível não sofrer.
Hoje queria apenas que você fosse aquele rosto bonito que estava entrando na aula longe de mim, longe da minha vida.
Mas eu não tenho como apagar o sonho que por um tempo se tornou realidade.
Tudo o que é possível fazer no momento seria: deslocar o incurável do centro das atenções.
E isso eu ainda não consegui fazer.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

UM VISLUMBRE DO FIM




Eu descobri que eu não sei perder.

Eu não sei dar a volta por cima e seguir em frente.

Me impressiono de como as pessoas conseguem.

Sinto como se as pessoas tratassem as outras como um objeto. E um objeto sem valor, como um copo de vidro que escorrega da Mao e cai no chão partindo em pedaços que não servem mais pra nada, elas simplesmente colocam o copo no lixo e pega um novo.

Ainda me impressiona aquelas que dão mais valor aos objetos que as pessoas.

Eu costumo guardar na memória todos aqueles que um dia me cativaram e caíram no meu gosto, conseguindo o meu respeito e minha atenção.

Sinto como se tivesse dado o máximo de mim e as pessoas simplesmente me deixaram pra trás ou me substituíram por me acharem... Inservível, talvez. Isso já é especulação.

No meu silêncio relembro os bons momentos de minha vida e me entristeço ao ver quantas pessoas se foram.

Nas minhas palavras demonstro a minha dor por não suportar perder pessoas queridas e acompanhar as voltas que o mundo dá.

As pessoas parecem ondas do mar, vem e vão, sempre diferentes e eu só consigo ver de fora com medo da maré.

Um dia eu me doei: na amizade, na paixão, no amor... Me doei ao próximo.

Todos apenas me mostraram que em algum momento eu seria mais uma pessoa que passou como chuva de verão, um copo que quebrou e foi jogado no lixo em pedaços.

As pessoas me mostraram ainda que poderiam ser muito felizes na vida sem a minha presença. Nessa hora percebo que a minha vida não vale nada e não tem sentido.
Hoje quem te dá um sorriso, amanhã te deixará com lágrimas e ainda te mostrará o quanto pode ser feliz sem você.

Isso é o mundo em que vivemos.

Tentando encarar os fatos, concluo:
Não sei viver!

Mas, infelizmente, diferente de Kurt Cobain: "No I don't have a gun..."