Desde que interrompi meu tratamento psiquiátrico, me sinto insuportável.
Tenho tido surtos de melindre emocional, sinto que minhas emoções estão mais afetadas do que o normal, com muitos ataques de impaciência e irritabilidade, sobretudo com as pessoas mais íntimas, como familiares, amigos mais próximos e amores. Bem, vamos desconsiderar os dois últimos porque eles simplesmente não existem.
Vivo em dias defensivos, tenho a impressão que os outros pensam que estou reagindo exageradamente a tudo, ou se portando como um cão que não quer largar o osso.
De fato, não se trata apenas de mim, quase ninguém gosta que os outros fiquem invadindo territórios, mexendo nas coisas pessoais, bisbilhotando.
Estou num momento que simplesmente não dá para agüentar, então simplesmente EXPLODO. Estou a todo momento “por um fio”, “no limite”.
Chego a me perguntar se as chateações e mágoas que estou sentindo nestes dias deveriam ser tão intensas? Se eu não estaria exagerando?
Mas simplesmente não consigo controlar e acabo transmitindo uma raiva maior do que na verdade estou sentindo. Nem sempre passamos o que queremos.
Estou tentando redobrar - ou melhor, triplicar a atenção para não explodir desnecessariamente, ou se condoer demais com algo absolutamente tolo como: Brigas por questões territoriais – “quem pegou minha caneta?" "Saia do meu quarto!" “cadê a chave do carro?" "Arruma essa bangunça!" "Já falei mais de mil vezes...!" etc.
Pobre Sarah, sei que qualquer coisa errada que ela fizer nesse tempo a culpada sou eu, por simplesmente não conseguir ter um pouco mais de paciência.
Mas, felizes são aqueles que eu risquei da minha vida e os matei da minha mente e do meu coração, pois verdadeira é a frase: "Se algumas pessoas se afastarem da sua vida, não fique triste. É apenas a resposta da oração, quando pedimos: "Livrai-nos de todo mal." Amém!
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Há 2 anos
