domingo, 18 de dezembro de 2016

Luto 2016

Eu tenho me esforçado e dado o melhor de mim
Existem momentos que eu ensaio uma aproximação
Mas eu não sei como falar de arrependimentos
Mesmo assim, tudo está claro
Eu realmente sinto que perdi
É difícil acreditar ser o fim
Parece mesmo que aconteceu
E se isso é real bem eu quero saber
Fale então! Por favor explique!
Não sei o que você está pensando
Preciso de razões porque o silêncio machuca

Você e eu costumávamos estar juntos
Todos os dias juntos sempre
Você me tornava melhor
Nossas lembranças
Muitas são boas
Mas algumas são completamente amedrontadoras
Nós morremos, com a minha cabeça em minhas mãos
Eu sento e choro porque está tudo acabado
Pode nos ver mortos... nós estamos?

Até agora, os lados que eu já vi,
sei o que eu não tenho.
Vejo o nada de ser humano que eu me tornei
Não tenho uma vida
Tenho vivido uma mentira e não tem nada lá dentro
Todo esse tempo me mantenho no escuro,
sem um pensamento, sem uma voz.
Parece que foi a mil anos.

Meus sonhos são vazios como minha consciência parece ser.
Dos momentos de solidão é que nunca me liberto
Me reprimo duramente na raiva
Para que nenhuma dor ou angústia possa mostrar a verdade
Ninguém sabe como é ter esses sentimentos
Como eu sinto, e culpo você!

segunda-feira, 11 de julho de 2016

FÉRIAS

Tive que tirar férias porque todo mundo tem, é de DIREITO. Mas ando pensando que o trabalho é melhor.

Na rotina do trabalho não se gasta dinheiro, não se pensa em viajar. No final de semana está atarefada com as tarefas do lar ou cansada demais para perder tempo em eventos sociais.

Passei 25 dias de molho e me fez refletir muito.

Por uma promoção inesperada consegui viajar para a terra natal. Foram 10 dias em casa em domicílio e 15 dias na terra natal.

Experiências...Aprendi que:
... Certos lugares nos levam a certos hábitos. E não somente físicos, psicológicos também.
... Aquelas pessoas que um dia te fizeram se sentir especial, hoje simplesmente não se importam porque você não faz mais parte da rotina. Hábitos...
... Nem o primeiro amor dura para sempre.

A cada dia que passa me torno uma pessoa diferente no meu domicilio, alguém que não existe na minha terra natal, como se fosse duas pessoas completamente diferentes.

Essa sensação faz com que a minha terra natal me deixe desconfortável.
O que salvou essa visita foi um check-up completo, médicos e exames diários... para mim, resolver isso no dia a dia é complicado, pois eu não teria forças, paciência, para fazer, ou, se fizesse me deixaria extremamente fraca, sem energias, comprometendo o meu raciocínio e a minha razão.

Quando me restou um final de semana sem médicos, eu simplesmente fiquei perdida e não soube muito bem o que fazer com ele.

Mas voltei para a casa e tudo vai voltar para o seu devido lugar.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

FRUSTRAÇÃO



Um dia alguém chega e me pede ajuda. Sem hesitar concordo, mas tento manter a distância. Dispenso apresentações, prefiro chamar de estranho: Diga o seu problema, mas não diga o seu nome, eu não posso me envolver.

Antoine de Saint-Exupéry leciona por meio de literatura infanto-juvenil valores inestimáveis: “Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo.”

Mas nem sempre deixo essa mensagem muito clara. Prevalece a insistência. Então, aprendo o nome e não demoro muito para aprender a sentir a ausência de quem teima em se fazer presente.

O problema é que normalmente as pessoas não costumam se preocupar com a lei moral que diz: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”  SAINT-EXUPÉRY, A. 

Ninguém se acha responsável pela dor causada no outro por meio da distancia e indiferença. O egoísmo impera, a empatia desvanece. Em mim, há dor...

Rejeição, sentimentos de perda, pensamentos como: “Se eu não sou boa o suficiente para manter uma amizade, eu não posso ser boa para mais nada nessa vida”.

E daí? Tenho que aprender a viver com isso! Seguir em frente...


SOZINHA

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Morte Súbita

De forma abominável levou a mãe
No fim de semana comum
Sem expor fraqueza
Apoderou-se em sonhos
Esvanecido, este dissipou
Mas ainda subsistia o amor quase perfeito
que abruptamente morreu
Atrocidade
Esperança vã
que agora lentamente
leva embora qualquer suspiro de perspectiva
e aparta qualquer sentimento de afeição.
O que pode parecer súbito
em outro prisma é uma lenta e dolorosa agonia.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Garota Mimada

Não precisa se preocupar
Egoísta é você!
O mundo não gira ao seu redor
Você pensa como uma criança que não consegue ganhar o que quer
e acha que pode chorar pra conseguir.
Chorar não vai resolver nada.
Deixe as outras pessoas serem felizes.
Está se sentindo abandonada?
Agora você sente na pele o que é abandonar aqueles que te amam
O mundo dá voltas!
Você não valorizou
a família, a amizade, o amor
Agora todos estão longes
e você quer tê-los por perto.
Mas lembra que era você que queria ficar longe?
Não cobre nada de ninguém
Não preocupe ninguém com suas atitudes mimadas
Deixe as pessoas serem felizes.
Isso te incomoda?
Aprenda a viver com isso!
São consequências das suas atitudes.
Aprenda a assumir a culpa e a responsabilidade!
Não chame atenção. Suma!
Os outros merecem ser felizes sem você.
Pois você os afastou várias vezes.
Eles te esqueceram!
Você não é capaz de ter empatia por ninguém.
Você é refém dos seus próprios caprichos.
Cresça!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Chuva de lágrimas

O crepúsculo ofusca a razão, exaltando clara a ferida. 

São dias em que a alma sente dor, uma dor tamanha que é impossível ignorar. Então choro. Faço as palavras caírem dos meus olhos. E digo o que, em certos momentos, se encontra indizível.

Choro dentro de um quarto em solidão. 

Choro porque me despeço, porque me lamento, porque me comovo, porque o filme era lindo. 
Choro porque me sinto sozinha, quando todos se divertem em viver, e eu, naquele instante, não. 
Choro de raiva porque tudo deu errado naquele dia. 
Choro porque amo intensamente e desejo ser amada, e nem sempre sou. 

Soluço pela lembrança que dói ou que alimenta ao reviver em memória o último beijo, o irrevogável tempo de infância, a conversa que não terminamos, o último abraço, a família que está longe, aquele que se foi... 

Choro em segredo, quando a única opção é ser forte. 
A alma soluça na intimidade recolhida do escuro. 
É, existe dor que é sigilo. 

De todo modo, choro é alívio pra alma. Sou eu colocando a mão por dentro da garganta tentando desatar o nó. 
Segundo Shakespeare: “Chorar é diminuir a profundidade da dor.” 

Me socorro no choro, enquanto tento fazer escorrer em lágrimas o que precisa sair, descer ou desfazer. 
O choro é chuva que varre a dor, é uma atrevida tentativa de fazer a tristeza fugir do olhar. Enquanto escorre, a lágrima faz curva na angústia, faz o instante provocar um dilúvio.
O pranto é um resto de mar que cura. 

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Explicação


Meu mundo após a leitura do artigo da revista bula no link “http://www.revistabula.com/843-voce-usa-oculos-eu-as-vezes-uso-ritalina-e-rivotril/”. Encontrei palavras para explicar o que eu pensei ser impossível de entender.


Uma experiência em que observo o mundo de fora.

As conversas não interessam, as pessoas não interessam e sofro me OBRIGANDO a ter uma vida normal. Mesmo que dentro da minha cabeça exista uma sirene avisando que um tsunami está vindo. Teimo e o volume da sirene vai crescendo até ficar ensurdecedor. E aí para.

Uma sensação de inadequação, de incompetência ou inabilidade para lidar com as coisas que aparentemente as outras pessoas tiram de letra. Um incômodo, que me deixa distraída, e negligente. Começo a esquecer compromissos, portas destrancadas, gavetas abertas. Essas falhas vão minando o dia a dia. Uma vez dentro da espiral perco a noção do tempo. As horas se arrastam, ou escorrem pelos dedos numa velocidade que me deixa ainda mais isolada. Como se estivesse caindo e ao mesmo tempo que a velocidade da queda faz o ar me sufoca, cada segundo de pensamento parece durar horas. Sem noção pontual do momento meu passado e meu futuro não existem mais, vira tudo um filme daqueles que você lembra que viu, mas não lembra exatamente quando ou como termina.
E cada coisa que acontece desencadeia uma montanha de sentimentos.

E, ao final, fico exausta. Tudo passa a ser uma batalha.

Aí a sensibilidade vai ficando mais e mais aguçada, e conforme me distancio da realidade, vou criando minha percepção pessoal e fragilizada de tudo, passo a interpretar o mundo de acordo com a minha óptica distorcida, e parece que tudo conspira contra mim. E nada dá certo e ninguém me entende.

Depois vem a sensação de tristeza e de não pertencer. Um nó no peito e não na garganta. Não chega na garganta. O mal estar sobe do estômago e para no peito. E isso independe da paciência ou sensibilidade daqueles que me cercam. E percebo a preocupação, ou irritação ou os transtornos que estou causando mas não vejo modo de sair disto. A voz não sai e não há explicações convincentes para os que me cercam.


ME ISOLO.


Desligo o celular, telefone, computador. Não recebo amigos, não saio de casa. Encaro tudo como um traço da minha personalidade, não consigo acreditar que não necessariamente sou assim, mas que esteja assim.

Sabe quando você está vivendo um período de estresse? No trabalho ou na vida pessoal, e isso afeta seu sono, seu apetite, sua sensibilidade? E parece que seus instintos ficam aguçados e seu corpo pronto para briga? Como se você estivesse numa selva e visse um leão, seu corpo e sua mente te colocam num estado de atenção redobrado, e potencializa sua percepção. Então, eu sou assim.

Prazer e meu diagnóstico final é: sou humana. Tenho angústias, incertezas, inseguranças e uma montanha de emoções intensas. E eu posso cair. Tá no meu diagnóstico: eu posso fraquejar.