segunda-feira, 11 de julho de 2016

FÉRIAS

Tive que tirar férias porque todo mundo tem, é de DIREITO. Mas ando pensando que o trabalho é melhor.

Na rotina do trabalho não se gasta dinheiro, não se pensa em viajar. No final de semana está atarefada com as tarefas do lar ou cansada demais para perder tempo em eventos sociais.

Passei 25 dias de molho e me fez refletir muito.

Por uma promoção inesperada consegui viajar para a terra natal. Foram 10 dias em casa em domicílio e 15 dias na terra natal.

Experiências...Aprendi que:
... Certos lugares nos levam a certos hábitos. E não somente físicos, psicológicos também.
... Aquelas pessoas que um dia te fizeram se sentir especial, hoje simplesmente não se importam porque você não faz mais parte da rotina. Hábitos...
... Nem o primeiro amor dura para sempre.

A cada dia que passa me torno uma pessoa diferente no meu domicilio, alguém que não existe na minha terra natal, como se fosse duas pessoas completamente diferentes.

Essa sensação faz com que a minha terra natal me deixe desconfortável.
O que salvou essa visita foi um check-up completo, médicos e exames diários... para mim, resolver isso no dia a dia é complicado, pois eu não teria forças, paciência, para fazer, ou, se fizesse me deixaria extremamente fraca, sem energias, comprometendo o meu raciocínio e a minha razão.

Quando me restou um final de semana sem médicos, eu simplesmente fiquei perdida e não soube muito bem o que fazer com ele.

Mas voltei para a casa e tudo vai voltar para o seu devido lugar.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

FRUSTRAÇÃO



Um dia alguém chega e me pede ajuda. Sem hesitar concordo, mas tento manter a distância. Dispenso apresentações, prefiro chamar de estranho: Diga o seu problema, mas não diga o seu nome, eu não posso me envolver.

Antoine de Saint-Exupéry leciona por meio de literatura infanto-juvenil valores inestimáveis: “Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo.”

Mas nem sempre deixo essa mensagem muito clara. Prevalece a insistência. Então, aprendo o nome e não demoro muito para aprender a sentir a ausência de quem teima em se fazer presente.

O problema é que normalmente as pessoas não costumam se preocupar com a lei moral que diz: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”  SAINT-EXUPÉRY, A. 

Ninguém se acha responsável pela dor causada no outro por meio da distancia e indiferença. O egoísmo impera, a empatia desvanece. Em mim, há dor...

Rejeição, sentimentos de perda, pensamentos como: “Se eu não sou boa o suficiente para manter uma amizade, eu não posso ser boa para mais nada nessa vida”.

E daí? Tenho que aprender a viver com isso! Seguir em frente...


SOZINHA