Um dia alguém chega
e me pede ajuda. Sem hesitar concordo, mas tento manter a distância. Dispenso
apresentações, prefiro chamar de estranho: Diga o seu problema, mas não diga o
seu nome, eu não posso me envolver.
Antoine de Saint- Exupéry leciona por meio de literatura infanto-juvenil
valores inestimáveis: “Tu não és
ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E
eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não
passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me
cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E
eu serei para ti única no mundo.”
Mas nem sempre
deixo essa mensagem muito clara. Prevalece a insistência. Então, aprendo o nome
e não demoro muito para aprender a sentir a ausência de quem teima em se fazer
presente.
O problema é que
normalmente as pessoas não costumam se preocupar com a lei moral que diz: “Tu te tornas eternamente responsável
por aquilo que cativas.” SAINT-EXUPÉRY, A.
Ninguém se acha
responsável pela dor causada no outro por meio da distancia e indiferença. O
egoísmo impera, a empatia desvanece. Em mim, há dor...
Rejeição,
sentimentos de perda, pensamentos como: “Se eu não sou boa o suficiente para
manter uma amizade, eu não posso ser boa para mais nada nessa vida”.
E daí? Tenho que
aprender a viver com isso! Seguir em frente...
SOZINHA

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