sexta-feira, 8 de julho de 2016

FRUSTRAÇÃO



Um dia alguém chega e me pede ajuda. Sem hesitar concordo, mas tento manter a distância. Dispenso apresentações, prefiro chamar de estranho: Diga o seu problema, mas não diga o seu nome, eu não posso me envolver.

Antoine de Saint-Exupéry leciona por meio de literatura infanto-juvenil valores inestimáveis: “Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo.”

Mas nem sempre deixo essa mensagem muito clara. Prevalece a insistência. Então, aprendo o nome e não demoro muito para aprender a sentir a ausência de quem teima em se fazer presente.

O problema é que normalmente as pessoas não costumam se preocupar com a lei moral que diz: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”  SAINT-EXUPÉRY, A. 

Ninguém se acha responsável pela dor causada no outro por meio da distancia e indiferença. O egoísmo impera, a empatia desvanece. Em mim, há dor...

Rejeição, sentimentos de perda, pensamentos como: “Se eu não sou boa o suficiente para manter uma amizade, eu não posso ser boa para mais nada nessa vida”.

E daí? Tenho que aprender a viver com isso! Seguir em frente...


SOZINHA

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