A empresa quer que eu me doe por inteiro ao trabalho, mas para isso tenho que abrir mão da minha vida. E eu pergunto: O que é mais importante?
Não gosto de fazer degraus acerca do que seja mais importante na minha vida. Pra mim, estabelecer prioridades é utopia, diante das constantes mudanças que o futuro nos reserva. O mais importante é encontrar um equilíbrio entre responsabilidades de trabalho e vida pessoal.
Acredito que quando uma pessoa pensa que é capaz de abrir mão de desafios pessoais para aceitar os desafios no trabalho, com o passar do tempo percebe que seu trabalho e vida estão fora de esquadro, e sem perceber cria um sistema “adequado”, que funciona desde que se considere o trabalho em primeiro lugar e tudo o mais em segundo plano, terceiro ou nem considere.
É importante perceber que o balanço é viver uma vida mais rica e intensa – e que seja mais agradável e significativa. Isso implica que tem que ter o trabalho na perspectiva de uma das muitas coisas em que você quer se destacar, mas não o que define quem você é.
Eu busco o equilíbrio: de ter compromissos externos e tratá-los com o mesmo nível de dedicação que dou ao trabalho. Muita gente acha que equilíbrio entre vida pessoal e trabalho é um problema pessoal a ser resolvido, e por isso as pessoas que expõem esse pensamento publicamente ficam aprisionadas, ambivalentes, rotuladas de não compromissadas e incompetentes. É assim que me sinto no momento já em tão pouco tempo de empresa.
Contudo, eu não vou deixar o trabalho tomar todo o meu tempo e as minhas energias, procuro alcançar o máximo de resultados positivos no tempo em que me é determinado sem distrações ou enganação, mas não posso fazer nada alem da minha capacidade humana, mesmo sabendo que fazendo isso, afetará na forma como os colegas da empresa me vê e no resultado aos cargos que aspiro.
Sei que a busca por uma vida equilibrada pode dar uma leve ofuscada no meu brilho, ou até ativar a percepção de que estou na função errada ou na empresa errada. Entretanto, toda a paixão que eu dedicar ao trabalho e a alegria que adquiro criando e colaborando com outros, no fim do dia, é apenas um emprego. Ele não vai me abraçar quando eu estiver triste, não cuida de mim quando estou doente (muito pelo contrário me cobra para ficar saudável como se eu que escolhesse ficar doente) e certamente não dará o amor e atenção que minha filha precisa e não irá cuidar de mim quando eu for mais velha.
Quanto a assiduidade, não vejo motivo de reclamações o que eu vejo são pré-julgamentos infundados que pessoas que não procuram saber a verdade e acreditam em boatos.Sei que muita gente que não está em condições faz um esforço adicional para ir trabalhar pra não causar má impressão, desconfianças ou para não sobrecarregar os colegas, há várias pesquisas nesse sentido é um novo fenômeno chamado presenteísmo. Eu não me preocupo com isso, pra mim a saúde não tem preço e se eu não estiver a 100% dificilmente conseguirei levar a minha vida profissional avante. Além do mais algumas doenças não afetam apenas a minha produtividade e o meu trabalho, mas também o dos meus colegas, que podem facilmente contagiar. Acredito que o que há na verdade não é a falta de assiduidade e compromisso da minha parte e sim falta de diálogo e confiança por parte da equipe.
Quanto a pontualidade, desde o inicio eu manifestei o meu desejo de trabalhar apenas a quantidade de horas estabelecidas no edital e acordo coletivo: 6 horas. Sempre procuro almoçar nos exatos 15 minutos e durante o expediente tento não ter conversas paralelas ou me desconcentrar das minhas tarefas. Quando no final do dia verifico que tem várias pendências para o dia seguinte procuro chegar mais cedo e ir adiantando o trabalho, para caso seja necessário ficar alguma hora extra sem sair muito tarde. Procuro sempre cumprir as tarefas determinadas e tento honrar todos os compromissos com a maior brevidade possível.
Quanto a reclamação de clientes, o problema não foi reclamar da minha pessoa e sim do serviço da empresa esperado pelo cliente que está designado a mim e que não pôde ser feito diante da minha ausência por motivo de saúde. A reclamação foi para a empresa em geral. E entendo que o motivo não seja falta de gestão, mas sim de funcionários diante de toda a demanda da agência. Problema que não cabe apenas aos que trabalham no PV resolver e sim a superintendência.
Não volte
Há 2 anos

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