domingo, 3 de novembro de 2013

Past Hurts

Ao tentar não discordar com a minha colega sem argumentos resolvi arriscar.
Decidi ir a uma festa, um show com a seguinte expectativa: conhecer pessoas novas e saber que há vida no mundo e que eu posso participar dela.
Bem, realmente ao chegar no show percebi que há várias pessoas interessantes ao meu redor. Mas também vi o quanto uma noite pode ser cara e atrapalhar meu orçamento, o quanto eu me sinto desagradável nesses lugares que lembram o meu passado e como eu ainda consigo me apaixonar loucamente por um olhar ou um sorriso e esquecer que o resto do mundo existe, mesmo que a pessoa não saiba nem que eu existo.
Meu passado? O que tem de tão ruim nele? Muitas coisas... Coisas que me envergonham, que me mostram quem eu era e que eu não quero ser mais. É difícil falar, escrever, admitir. Coisas que eu espero que ninguém da minha família saibam e muito menos minha filha.
Cheguei a seguinte conclusão: não sei se é hora de parar de tomar os medicamentos, mas com certeza não é hora de lidar com os meus medos e com minhas formas de se relacionar. É hora de eu me sentir segura na minha bolha.
Aos 18 anos até os 29 eu tinha uma impressão sobre mim. Acreditava que apesar de me achar completamente horrível fisicamente, eu tinha um bom coração, então para algum relacionamento dar certo era necessário apenas a pessoa me conhecer que eu poderia ser uma boa pessoa, principalmente quando eu as estudava e fazia exatamente aquilo que elas queriam, esperavam ou o que eu achava que elas esperavam de mim. Funcionou algumas vezes por um tempo.
No entanto, no meu ultimo relacionamento “forçado”. Há esqueci de mencionar isso, que a grande maioria dos meus relacionamentos eram “forçados”. A pessoa conseguiu me mostrar o quanto eu sou horrível por dentro também. Ela me mostrou o meu reflexo interior.
A partir daí passei a me odiar por dentro e por fora e por conta disso não me vejo me relacionando com mais ninguém. Que meu destino é a solidão.
Na verdade apesar de falar isso a muito tempo, eu tinha planos bem diferentes. Meu plano era que quando eu fosse pra Roraima o Neto ia voltar pra mim e eu, ele e a Sarah seríamos uma família feliz. Só que ele me fez o favor de desfazer essa ilusão no domingo 03.11.2013.
Eu acreditava que poderia dar certo porque ele me conheceu na infância e pureza no meu coração, estava longe de mim na minha fase ruim e eu me tornei outra pessoa ao lado dele nos três anos que vivemos juntos. Uma pessoa boa, com sentimentos verdadeiros.
Então, agora posso dizer que vou ter que ficar sozinha mesmo. Eu tentei, vivi experiências. E a cada experiência vivida reforça o meu ponto de que é melhor não sentir nada, do que dor para ter alegria e prazer.
Cheguei ainda a conclusão que eu nunca tive respeito com ninguém. E esse era o problema que as minhas relações nunca davam certo: a falta de respeito com o outro. Talvez porque eu nunca tive respeito nem por mim mesmo. Sei lá.

Nenhum comentário:

Postar um comentário