Há tanta coisa acontecendo ao meu redor. Esforços e fracassos, romances e desamores, vitórias e perdas...
E eu, que estive entre fins e recomeços,
conheço bem a sensação...
Quero agora permanecer em um sono profundo,
sem me importar. Anestesiada, tocando a vida.
Eu já estive de partida por tantas vezes.
Encarei mudanças, enfrentei despedidas.
No momento, estou dizendo adeus a muita gente que tenta entrar na minha vida.
Estou fechada. É uma muralha de aço e medo.
Por trás da muralha há minha vontade: A necessidade de trazer calma ao terremoto que me destrói por dentro.
E eu parti… fui para longe, mas quero chegar mais longe. Longe de mim até a solidão se afastar.
Nessa jornada de dores e incertezas, encho-me de ausência.
Arrasto malas de rancor até conseguir deixá-las pelo caminho.
Encaro a dor no âmago do meu peito.
E, ouço as palavras que sempre estiveram sufocadas aqui dentro.
Quem sabe depois desse tempo andando perdida por aí, eu me encontre?
Pode ser que um dia eu acorde de mim mesmo, dos meus próprios julgamentos e anseios... Mas, sabe, eu ainda não entendo muita coisa. E os medos?
Ainda não é hora de ficar, há mais necessidade de dizer adeus.
Agora é hora de fazer o que sempre quis.
Muitos dizem: Permita-se. Apaixone-se. Viva!
Mas eu quero me desprender dos desejos alheios a minha vontade.
Na minha lógica perversa recuso o apoio simples, a mão estendida, o ombro vago.
E agrido, ataco, machuco quem estiver perto.
Mas eu não quero provar a minha dor pra ninguém.
Sei que a vida não é um concurso de sofrimentos.
Todo mundo sofre. Uma hora ou outra, dói.
Não há quem escape.
Mas existem várias formas de demonstrar.
Não estou aqui escancarando o meu pesar em um alto-falante ou gritando mais alto do que realmente sinto.
Não tenho forças para isso, prefiro me fechar e chorar baixinho até a dor passar.
E começa o silêncio daquilo que eu não sabia o que era.
Viraram palavras soltas que precisaram se exteriorizar.
Um aperto no peito que me sufoca, uma dor de dentro...
E não devia...
O sofrimento não é pela tristeza da perda, do fim, do adeus,
mas pela incompreensão do fato,
e pela dificuldade de aceitar que algo acabou.
"Sabe, nada dói tanto quanto perder o que já se foi, exceto pela dor da escolha, segura-la por muito tempo..." The Driveway - Miley Cyrus
Não volte
Há 2 anos

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