quinta-feira, 9 de maio de 2013

Mas, egoísta que eu sou,

As vezes prefiro escrever coisas num local publico e esperar que o destinatário passe e pare no mural para ler do que ser direta e esperar por respostas que nunca virão. Aqui não tem respostas, apenas questionamentos, pensamentos, sonhos, ilusões, desilusões, vontade.

Hoje, finalmente assisti o filme "Somos tão jovens". Falei no post anterior que ia na estréia mas não me senti preparada.
Preparada, isso mesmo, essa é a palavra. Criei uma fantasia que se tornou uma desilusão e me deixei abater. Precisei de tempo pra me levantar, mas hoje acompanhada apenas da minha solidão fui ao cinema vazio, cheio de ninguém, como a minha própria vida.

O filme foi surpreendente porque não falava apenas do inicio da banda, falava de amizade. De como uma amizade foi contruida, destruida e reconstruida novamente. Se eu não tivesse recebido um não de uma saudosa amizade eu teria forças para iniciar uma reconstrução. Mas a hora não era agora. Na verdade, nao tem hora.

Resumindo a história usando as palavras de Renato Russo:
"Sei que ela terminou o que eu não comecei
E o que ela descobriu eu aprendi também, eu sei
Ela falou: - Você tem medo.
Aí eu disse: - Quem tem medo é você.
Falamos o que não devia nunca ser dito por ninguém
Ela me disse: - Eu não sei mais o que eu  sinto por você.
Vamos dar um tempo, um dia a gente se vê."

Eu queria dizer Ainda é cedo, mas acabei dizendo agora é tarde.
Eu não poderia estar no cinema com quem eu queria estar como se eu recortasse uma foto de 2 anos passados e trouxesse para o presente, como se nada tivesse mudado.

Eu nunca vou sentir novamente aquele abraço apertado, ver aquele sorriso lindo, ou simplesmente deitar a minha cabeça em seu ombro e chorar quer fosse de alegria ou tristeza, ser ouvida e compreendida novamente.
fim

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