domingo, 28 de agosto de 2011

O Tempo passou

O tempo passou
Segunda, 19 de abril de 2010 às 14:12

Já faz um ano, o tempo passa depressa, não?
No ano passado, nessa época, eu estava inaugurando um blog pra escrever pra você.
Eu estava me permitindo sonhar histórias de amor.
Eu lutei e investi tudo para tê-lo ao meu lado.
Parece que foi ontem, nossas tímidas conversas, nosso primeiro beijo e o silencio que sempre chegava depois.
Parece que foi ontem que você ficava comigo e depois dizia não quero, mas acompanhava tudo o que eu escrevia e sempre estava do meu lado. E eu, sempre na dúvida se as palavras escritas por você eram pra mim ou não.
Ficava com raiva de mim mesmo porque você sabia tudo o que eu escrevia era pra você.
Ficava com raiva de mim mesmo porque eu queria fingir que não ligava, mas o meu olhar me entregava.
Você sempre na certeza, eu sempre na dúvida.
O tempo inteiro eu repetia pra mim que você não gostava de mim, que você só queria curtir e sempre achei que existiam outras mulheres que você seduzia e beijava.
Ate o dia em que eu te perdi de vez e percebi que talvez eu tivesse conseguido te conquistar um pouco. Mas, o que eu levei meses pra construir, eu destruí em segundos.
Não me perdoei!
E hoje estou aqui, no luto de um ano para o relacionamento que verdadeiramente eu queria que tivesse dado certo.
Tudo o que me restou foi uma história inacabada e um livro não terminado.
Um livro que eu escrevi pra você!
Não existirá nós, mas também não existirá ninguém depois de você.
Não quero mais cometer erros. Não pretendo me envolver, nem arriscar. É muito perigoso! A dor é muito grande!
Você foi a última pessoa que eu ousei me apaixonar.

domingo, 17 de julho de 2011

Ser Forte

é tentar esquecer, mesmo te amando.

É ter que falar com você sem olhar nos seus olhos para não transparecer o meu amor.

É vê-lo com outra e ter que ficar calada, é não correr para seus braços e implorar para que fique comigo.

É não deixar cair uma lágrima sabendo notícias suas, e se alguém me perguntar 'Você ainda gosta dele?'

Ser forte é responder que não sinto nada por você, mesmo que minha vontade seja gritar para o mundo que ainda te amo.

Ser forte é chorar escondido e sorrir na sua frente, é sonhar com você e acordar descobrindo que tudo não passou de um sonho,

é tentar tirar você da minha cabeça, sabendo que nunca tirarei você do meu coração.

A distância, permite o afastamento, mais nunca o esquecimento, assim como o tempo não cura nada, apenas desloca o incurável do centro das atenções.

domingo, 10 de julho de 2011

Aonde está você agora

Essa frase marcou a minha vida para sempre:
"Uma lágrima escorrida, parecendo uma mar de sal. Chorar faz parte da vida. Haverá um bom final."


Aprendi numa peça de teatro muito especial apresentada na Unifor em 2010 com a música:
Vento No Litoral - Legião Urbana - Composição: Renato Russo

De tarde quero descansar
Chegar até a praia e ver
Se o vento ainda esta forte
E vai ser bom subir nas pedras

Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando
Tudo embora...

Agora está tão longe
ver a linha do horizonte me distrai
Dos nossos planos é que tenho mais saudade
Quando olhávamos juntos
Na mesma direção
Aonde está você agora
Alem de aqui dentro de mim...

Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você esta comigo
O tempo todo
E quando vejo o mar
Existe algo que diz
Que a vida continua
E se entregar é uma bobagem...

Já que você não está aqui
O que posso fazer
É cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos,
Lembra que o plano
Era ficarmos bem...

Eieieieiei!
Olha só o que eu achei
Humrun
Cavalos-marinhos...

Sei que faço isso
Pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando
Tudo embora...

Como canta o Renato: Aonde está você agora, além de aqui dentro de mim.
Nunca vou esquecer esse dia e nem quem estava do meu lado.
É dificil viver com as peças que a vida nos prega e com as decepções que as pessoas nos causam.
Só queria que tudo fosse diferente...

sábado, 18 de junho de 2011

Brasil o país de alguns, não o meu.

Em 2004 cometi um erro: Voltei para o Brasil!
Chorei muito, pois desde o longo deslocamento no avião sabia que não ia ser fácil. Mas, respirei fundo e encarei acreditando que naquele momento essa decisão parecia ser a única solução para os meus problemas.

Fiz faculdade, trabalhei, estudei pra concursos e obtive resultados "satisfatórios": naqueles que não valiam a pena! Que não eram suficientes para a minha sobrevivência nesse país.

Sempre escutei reclamações, apesar de todo o meu esforço. Nos concursos por mais que eu estudasse e me dedicasse nunca era suficiente; nos trabalhos medíocre que sempre tive por mais que eu "vestisse a camisa da empresa" sempre procuravam falhas e defeitos pra me derrubar mesmo eu estando apenas no primeiro degrau da escada; na familia a sensação de "morar de favor", de não ser bem vinda só cresceu com o tempo; e, na faculdade, no ultimo ano, percebi que estava no curso errado, que não tinha nada a ver com a minha pessoa e ainda me decepcionei com quase todas que eu convivi no ambiente universitário, amizades que pareciam ser verdadeiras se desfizeram como o gelo no calor.

Durante 07 anos me senti numa prisão, onde não importasse o que eu fizesse de bom, qualquer deslize seria apontado para a minha cara. No mais certo que eu tentasse viver, alguém procurava, até achar, um errinho, do menor que fosse, para dizer que eu sou irresponsável e inconsequente, que faço as coisas precipitadamente, sem pensar. Algumas vezes esse erro nem existia, mas diante de qualquer situação ocorrida sempre ficavam esperando eu errar.

E, tudo isso causado por apenas um erro: Ter voltado para o Brasil!

A faculdade só me serviu para gastar dinheiro, por ter um custo muito alto e ter decepções. Estudei muito para passar num concurso e ter um bom emprego, em vão. Nunca obtive resultados satisfatórios.

Então tomei uma decisão: vou consertar o erro inicial e voltar para o meu lugar de onde eu nunca deveria ter saído. Eu deveria ter enfrentado tudo, até enquanto eu pudesse respirar e o meu coração bater.

Que se dane a faculdade, o trabalho, o Brasil e as pessoas que nele residem!
É isso agora que vou fazer, encarar a realidade de frente e todos os meus problemas no lugar onde o meu coração está.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Variações do meu ser

Talvez um dia eu soubesse que eu sou, mas hoje eu não sei. E não é o meio em que vivo que vai me ajudar a achar essa definição.

Talvez um dia eu tenha sido feliz, mas não é o que acontece há muito tempo. E não são as pessoas que estão ao meu redor que vão me trazer de volta a felicidade.

Se eu não me conheço, como podem os outros querer me conhecer e me definir?
Nenhuma palavra, nenhum texto, nenhum livro é capaz de falar de mim e explicar mudanças, atitudes e decisões.

Eu sou simplesmente eu, um ser indefinido, complexo e mutável, que não cabe rótulos, apenas estou de passagem por aqui e por qualquer lugar que for.

Ninguém pode julgar se as minhas atitudes são certas ou erradas, podem apenas compará-las se são iguais ou diferentes das atitudes das massas e, aceitá-las, ou não, se aproximando ou se afastando de mim.

Não estou aqui pra ser histórias pra contar, pra agradar, pra trazer felicidade ou ajudar, nem tampouco o contrário.

No momento eu apenas sou e estou, amanhã é um outro dia, tudo pode mudar.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Que a chuva traga alivio imediato

e me ajude a esconder as lágrimas que insistem em sair dos meus olhos, por conta da dor que nenhum médico pode curar.

Os pensamentos vão longe, mas as conclusões são precisas.

É triste saber e ter a certeza que eu vou passar a minha vida toda sozinha.

Dói gostar de alguém que nunca vai me ver da forma como eu gostaria. Achei que tinha encontrado a pessoa perfeita e descobri que eu sou imperfeita demais pra ela.

E que apesar de ter algumas qualidades os meus defeitos se sobressaem em todos aqueles que me conhecem. Nunca me deram uma chance de tentar mudar, de me ajudar a melhorar. Defeitos podem ser consertados, melhorados, mas ninguém que isso. Querem encontrar tudo pronto. Ou são apenas desculpas?

Quando Lulu Santos canta: “Quando um certo alguém desperta o sentimento, é melhor não resistir e se entregar...” e alguém resolve escutar o resultado é um imenso buraco no lado esquerdo do meu peito de alguém que me arranca o coração com as mãos, usando as palavras.

Dói perceber que toda a minha vida foi um caos, que ninguém nunca gostou de mim de verdade e que os relacionamentos que eu quis “amar pelos dois” terminaram de forma trágica.

É triste guardar um cemitério na cabeça.

É triste ver que meu ultimo relacionamento não foi uma historia de amor e sim um circo que não me ensinou nada, apenas transformou meu coração em pequenos pedaços de cristais quebrados impossíveis de se recomporem e me fez desacretidar no amor.

Mesmo assim, teimosa, acabei por gostar de alguém e tentei mais uma vez, começando diferente, sendo sincera, sem jogos e brincadeiras e mais uma vez me machuquei. Antes mesmo de ter um relacionamento.

Amor é coisa para crianças, contos de fadas, filmes e novelas. Não existem na vida real. Pelo menos não na minha! Se existe na sua, escute Kid Abelha: “Jogue suas mãos para o céu e agradeça...”

Minha vida, minha história, só existiu ilusão acompanhadas das desilusões.

É triste sentir-se desiludida. O mundo parece acabar, o chão parece se abrir, o pensamento fica longe e incompreensível. Como palavras soltas que se transformam em frases esparsas.

Não vale a pena amar as pessoas como se não houvesse amanhã, pois ele chega e é escuro, solitário e sombrio.

Todos nós nascemos sós e assim morreremos. Entre o tempo de nascer e morrer viveremos de alegrias e dores, uns com mais outros com menos e feliz aquele que sabe suportar e enfrentar a dor.

Não é o meu caso. Por isso, mesmo sabendo de tudo isso, sofro com o fim na solidão.



Musica: Shania Twain - Don't!
http://www.youtube.com/watch?v=hZwjjaQkaBA

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

João e Maria

Na minha história João e Maria não eram irmãos e sim super amigos.

Se conheceram na escola e apesar de não ter muita coisa em comum não se desgrudavam. Viajavam juntos, estudavam juntos, se falavam várias vezes ao dia no telefone, passeavam...

Cada um tinha um relacionamento sério que em nenhum momento interferiu na amizade e o tempo foi passando, a amizade ficando mais sólida, até que os relacionamentos sérios terminaram, quase um atrás do outro.

Coincidência? Claro!

Maria começou a achar que João poderia ser muito mais do que o seu melhor amigo. Todo mundo que os conheciam achavam que eles eram namorados. Começou a pensar em tudo o que já tinha vivido com João na sua vida. “Se gostavam tanto um do outro, por que não daria certo? Afinal, todas as pessoas que nos conhecem já pensam isso mesmo e os que sabem que é só amizade torcem por casal feliz.” Pensou, Maria.

Ela estava enganada, assim que tirou o foco da amizade e começou a sonhar com um relacionamento, tudo virou de cabeça para baixo. Mudou sua forma de agir e pensar. Começou a ver “sinais” onde não existia, fazia mil planos, planejava mil conversas, tentava encontrar entrelinhas e acabava dando significados loucos das coisas mais simples. Ainda, de vez em quando dava bandeira com suas atitudes.

Mas, sair pra jantar nunca deu certo; viajar então, só nos sonhos abraçada com o travesseiro; conversas de horas no telefone – não tinha mais assunto; os estudos tinham tomado caminhos opostos. Tudo diferente!

Depois de todos os seus planos darem errado, então ela começou a ver que a pergunta que pensara foi errada, o certo era se perguntar:

- Por que daria certo?

A distância só cresceu e Maria nunca teve a coragem de demonstrar nenhuma de suas intenções para João. Talvez, ele tivesse percebido, pelo menos uma vez... alguma mensagem de celular sem remetente aguçou sua desconfiança. As atitudes também ficaram suspeitas.

Mas a verdade é que depois eles se transformaram em dois completos estranhos e toda a história, virou apenas isso: história. Sonhos de amor não realizado e perguntas que ficarão eternamente sem respostas.

E assim, se acaba uma amizade. Pelo menos ninguém se machucou...

Trilha sonora internacional: Need You Now

http://www.youtube.com/watch?v=AJzWNXEQc5A

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

NÃO SÓ NO NATAL...

Se magoou, peça perdão
Se foi magoado, perdoe
Se choras, lembre-se que alguém também chorou por você
Se sorri, algum dia alguém sorriu com você.

O ano passou,como tudo na vida passa
Esse ano você ganhou, perdeu
Chorou, sorriu
Se preocupou, se divertiu
Como todos os anos se passam

A natureza não muda
Todos os anos temos as mesmas preocupações
Também temos desilusões
Mas não é por isso que vamos deixar de viver
Deixar a vida passar em branco

Por isso, nunca deixe alguém em prantos,
Deixe, mas com boas lembranças
Com bons sentimentos
Com sorrisos, não com lágrimas

A vida é curta, tudo passa
Passa a dor, a tristeza, a lembrança da frieza
O que fica é a lembrança, dos momentos
Sejam eles bons ou ruins

Respeite para ser respeitado
Admire para ser admirado
Ame para ser amado
Nunca tripudie os sentimentos alheios
Não deixe alguém que te amou
Ter más lembranças suas

Não só no Natal
Se esforce para que tenham
Boas coisas para pensar em você
Reflita sobre o sentimento que você deixa para trás
Assim, quando chegar a hora e olhar para o filme de sua vida
Terá muitos ao seu lado
Mesmo aqueles que não mais convivem com você
Estarão sempre de braços abertos
Que Deus lhe dê em dobro, tudo que deres para outrem.

Feliz Natal e um Ano Novo cheio de alegrias!!!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Ser universitário no Brasil

Quem é universitário no nosso país é porque conseguiu:
• Vencer sua primeira competição - com outros mais de 40 milhões de espermatozóides;
• Não morreu nos primeiros cinco anos - boa parcela morre nessa faixa etária por razões sanitárias ou de inanição;
• Passou pelo primeiro grau;
• Superou o nível médio – a minoria é que o conclui exitosamente.

Ser universitário no nosso país já é ser um sucesso principalmente quando ele é comparado com outros milhões de pessoas que não conseguiram sequer chegar a esse patamar, pois o nível de escolaridade é o mesmo do Zimbábue – em 169º no ranking – o mais atrasado do mundo.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Na Casa dos 30

“Suddenly I see
Why the hell it means so much to me?” KT Tunstall

Antes dos 30 anos as coisas são diferentes, temos algumas datas marcantes como: 7 anos inicio da vida escolar, 16 anos para poder ir a festas, 18 anos maior idade e carteira de motorista, 21 idade adulta, liberdade total, até aí a escalada é montanha acima, crescimento de responsabilidades, enquanto que chegar aos 30 anos é atingir o primeiro patamar, é mais que um simples rito de passagem.

E como prova de que o assunto é sério, tem até Filme Hollywoodiano: De repente 30.

Como li em algum lugar: “...Até 30 anos a gente vai emitindo promissórias, a partir daí, é hora de começar a pagá-las. Mas também se poderia dizer: até essa idade fez-se o aprendizado básico. Cumpriu-se o longo ciclo escolar, que parecia interminável, já se foi do primário ao doutorado. A profissão já deve ter sido escolhida. Já se teve a primeira mesa de trabalho, escritório ou negócio. Já se casou a primeira vez, já se teve o primeiro filho. A vida já se inaugurou em fraldas, fotos, festas, viagens, todo tipo de viagens, até das drogas já retornou quem tinha que retornar...
Fazer 30 anos é passar da reta à curva. Fazer 30 anos é passar da quantidade à qualidade. Fazer 30 anos é passar do espaço ao tempo. É quando se operam maravilhas como a um cego em Jericó.Fazer 30 anos é mais do que chegar ao primeiro grande patamar. É mais que poder olhar pra trás. Chegar aos 30 é hora de se abismar. Por isto é necessário ter asas, e sobre o abismo voar.”

Nunca liguei pra idade e pensei que realmente esse assunto não me preocuparia que eu era um ser diferente dos outros seres humanos, mulheres - diga-se de passagem. Mas, sempre pensei que nessa idade estaria estável, com casa, trabalho e família, exatamente o que o parágrafo acima descreve. E por isso muitas vezes me entristeço por estar “apenas começando”.

Ao contrario do que eu imaginava, sou um ser humano, mulher! Realmente a idade preocupa e o que vem depois desse marco também. Ainda faltam lacunas importantes em branco: ensino superior e profissão. Acho que já é um pouco tarde para planejar futuro. No entanto preciso confessar que as outras áreas foram bem aproveitadas, segui a cartilha quase que por completo. Pensando assim, fico feliz.

Cheguei no futuro o que eu faço? Sugestões...

Alguem? Hã?? Ninguem??? Nenhuma opinião? Yeah, I think so........

Acho incrível como as pessoas que conseguem pensar e planejar crescimento com coisas novas depois dos 30, não sei se vou conseguir, não acredito muito nisso. Mas, fazendo uma retrospectiva, perto de terminar os 29 consegui realizar algumas coisas, principalmente profissionalmente, foi um ano muito promissor, com aprendizados substanciais e significativo avanço na atividade laboral. Já em assuntos do coração... melhor não comentar, pula. Seguindo ao próximo assunto...

Nos anos 90 eu queria que tudo passasse rápido, a década do inicio do século XXI foi bem proveitosa, eu queria que tudo fosse muito lento, na verdade uma perguntinha: poderia parar aí? NÃO!

O tempo não para acabou nos 20.

Não dá pra cantar eternamente: “... nem por você nem por ninguém eu me desfaço dos meus planos, quero saber bem mais que os meus 20 e poucos anos...”.

O nome da festa agora é: Na casa dos 30.

Bendito anos 80 e seus sucessos musicais, sempre terá um bom slogan para a minha idade.

Nossa!!! É mesmo um marco na minha história!!!

Que venham os trinta.

Para refletir Jimmy Eat World canta The Middle:
“...It just takes some time
Little girl, you're in the middle of the ride
Everything, everything will be just fine
Everything, everything will be alright, alright...”

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Rock

Estava caminhando, seguindo em frente em minha vida.
O caminho era tortuoso e difícil.
Estava cansada e uma forte luz me cegou.
Nesse momento tropecei,
Cai!
Me machuquei muito.
Por um tempo fiquei sem me mover.
Demorei para conseguir levantar.
e quando consegui olhar para trás
vi o que tinha me derrubado:
Uma pedra!
Não muito grande, mas também não tão insignificante,
o suficiente para eu nunca esquecer a dor que me causou
deixando uma mágoa sem fim
que nunca sairá de mim.
Por toda minha vida lembrarei
Da pedra que tropecei
e espero nunca mais encontrar.

quinta-feira, 11 de março de 2010

DISPARATE - Brincadeira de Criança

Encontrei essa relíquia em meios a e-mails antigos. Perguntas respondidas em 11.03.2010

01 - Nome?
Ticiana
02  - Quantidade de velas no teu último aniversário? 
29
03 - Tatuagens? não
04 - Piercings? não
05 - Já foi à África? Nao
6 - Já ficou bêbado? Mais do que deveria
07 - Já chorou por alguém? Perdi as contas de quantas vezes
08 - Já esteve envolvido em algum acidente de carro? só batidas quando estava sóbria
09 - Peixe ou carne? Carne!
10 - Música preferida?ultimamente: Na Base do beijo -
Ivete Sangalo
11 – Cachaça, Cerveja ou Champanhe? Cerveja
12 - Metade cheio ou Metade vazio?Se for coca cola metade cheio
13 - Lençóis de cama lisos ou estampados? Lisos
14 - Filme preferidoesqueceram de mim
15-Flores preferidas?Rosas
16 - Coca-Cola simples ou com gelo? com gelo
17- Cor favorita...Azul
18 - Quem dos teus amigos vive mais longe? Nyrla e Luciana
+ o pessoal de Orlando
19 - Quem você acha que vai responder a esse e-mail mais rápido? to com preguiça de repassar
vou só responder
20 - Quantas vezes você deixa tocar o telefone antes de atender? se eu estiver perto o mais
 rápido possível eu atendo
21- Do que eu tenho medo...peixe
22 - Pior sentimento do mundo?indiferença
23 - Melhor sentimento do mundo? Paz
24 - Ultima coisa que faz antes de dormir?digo: Boa noite filha linda
25 - Qual o primeiro pensamento ao acordar? espero aguentar o dia de hoje
26 - Qual o último pensamento antes de dormir?tomara que eu consiga
dormir logo
27 - Se pudesse ser outra pessoa, quem seria?não queria ser outra pessoa
28 - O que você nunca tira?óculos, senão não enxergo :P
29 - O que você tem debaixo da cama? o chão
30 - Qual a pessoa que talvez não te responda? N/A
31- Aquele que com certeza vai te responder...N/A
32 - Quem gostaria que te respondesse? N/A
33 - Qual livro vc está lendo?nenhum mas por
obrigação a lista é grande
34 - Uma saudade? muitas
35 - Uma característica tua:  
 
ver o mundo positivo
36 - Decepções que tive em minha vida... amorosas
37 - Lugares em que morei Fortaleza, Orlando-EUA
38 - Programas de TV que assistia quando criança Xuxa, TV Colosso e Carrossel
39 - Programas de TV que assisto hoje?House M.D e Law and Order
40 - Lugares em que estive e voltaria Orlando com certeza
41 - Formas diferentes que me chamam Tici
42 - Pessoas que me mandam emails quase todos os dias  Leo e eu mesmo
43 - Comidas FavoritasFettuttine ou lasanha
a bolonhesa
44 - Time de Futebol?Brasil
45- Animal que gosto...só os que estão no zoológico
longe de mim
46 - Lugar em que desejaria estar agora na minha própria casa
47 - Espero que neste ano eu possa...começar a trabalhar em algo
que dure muito tempo na
minha vida, um ótimo concurso
48 - Mande um recado pra quem te enviou: 
! Muito lega, amei!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

F.I.M.

Um dia você não terá que dar explicações
Um dia você será livre por completo
Um dia você não ouvirá mais a minha voz
Implorando por teu amor
E este dia chegou
Este dia é hoje
Estou indo pra casa
Adeus.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Nada é mais perigoso à razão do que os vôos da imaginação...

Por um lado, se a consideração das instâncias me leva a rejeitar todas as sugestões triviais da imaginação e a aderir ao entendimento essa rejeição, se executada com sucesso, seria perigosa, pois o entendimento, quando atua sozinho, subverte-se a si mesmo inteiramente, e não deixa o menor grau de evidência em qualquer proposição, seja filosofando ou na vida comum...
Será que temos, então, de estabelecer como máxima geral que nenhum raciocínio elaborado ou refinado deva ser aceito?...
Dessa forma excluiríamos totalmente toda ciência e toda filosofia... Se aceitamos tal princípio chegamos aos maiores absurdos. Se o recusamos em favor desses raciocínios, subvertemos inteiramente o entendimento humano. Reflexões muito refinadas têm pouco ou nenhuma influência em nós. Mas, elas ainda tem a sua influência...
Quando sou levada a meditar em meu quarto, ou em um passeio solitário, sinto a minha mente completamente absorta em si mesma, e me vejo naturalmente inclinado a conduzir a minha visão a todos esses assuntos sobre os quais encontrei tanto conflito. Não posso deixar de ter curiosidade acerca dessas tantas paixões e inclinações que atuam em mim e me governam.
Me sinto desconfortável em pensar que aprovo um objeto e desaprovo outro; que chamo algo de belo e algo de feio; que decido a respeito da verdade e da falsidade... sem saber com base em quais princípios eu procedo... Esses sentimentos surgem naturalmente em minha presente disposição... Sinto que deva ser uma perdedora no que concerne ao prazer; e essa é a minha origem.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O Negativismo dos Sentimentos

O amor declarado não existe, não tem valor, pois a base da história era o inconsciente e não o consciente, a realidade.
Queria poder voltar no tempo e apagar tudo o que existiu em relação a você na minha vida, mas isso é impossível de acontecer. Então, só me resta ter raiva...
Raiva da pessoa que me olhou nos olhos como ninguém
Raiva de quem construiu uma vida num dia e destruiu numa palavra.
Raiva por me sentir traída e enganada
Mas, ter raiva não vale a pena, não faz bem pra ninguém.
Então, se não me resta amor e nem raiva, só me sobra a indiferença.
Finjo que você não existe, que você nunca existiu porque tudo o que aconteceu foi uma grande mentira.
Então, só resta enterrar o sonho, suportar a dor do adeus, seguir um caminho distinto, pois hoje não se pode voltar atrás.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Choque de Realidade

Após uma breve conversa com um amigo, percebi que o sonho do relacionamento que poderia dar certo é apenas idealização, utopia.
Não se trata de realidade, por mais que eu tenha dividido muita coisa contigo, não posso me apegar a pequenas coisas.
Todos os gestos cordiais são apenas gentilezas de alguém que gosta de mim, que me quer como uma amiga e nada mais do que isso. Pois, apesar de dizer que não sabe dizer “não”, já disse vários “nãos”, já demonstrou claramente que envolvimento não pode existir e por mais que eu queira e consiga “algo a mais” de vez em quando logo em seguida o “não” sempre aparece.
Essa história deve ter um ponto final. Bem, na verdade, ela já teve o seu ponto final e não foram três seguidos! (reticências)
Acabou! O que eu preciso ver mais?
Não preciso ver mais nada, tudo já foi dito, tudo está claro. Agora, se eu quero continuar fingindo que nada vejo, serei o pior cego que é aquele que não quer ver.
É fácil escrever, da mesma forma que é fácil falar da boca pra fora. O pensamento se protege, mas o coração se entrega.
Um sorriso, um olhar é suficiente para derrubar o muro que não foi construído de concreto, parece mais com areia das dunas que se movem com o vento.
Basta eu ver a lua, linda! Queria que ele estivesse do meu lado...
Quero me punir por querer, por ter vontade do que não posso ter.
Não dá pra seguir em frente como se nada tivesse acontecido porque algo aconteceu e não foi superficial, atingiu o coração.
Não dá pra encarar e não querer. Como ficar lado a lado e não sofrer?
Parece que isso é mais uma coisa na vida que vou ter que aprender.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Querer

Não quero alguém que morra de amor por mim...

Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.

Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim...

Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível...
E que esse momento será inesquecível...

Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre...
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.

Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém...e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto.

Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho...

Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento...e não brinque com ele.

E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.

Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe...

Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.

Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas...
Que a esperança nunca me pareça um NÃO que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como SIM.

Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros... Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.

Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão...
Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim... e que valeu a pena.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Esta súbita visão de perigo me enche de melancolia.

Como ocorre com essa paixão, dentre todas as demais, perder-se em si mesma, eu não posso deixar de alimentar o meu desespero com todas essas reflexões desanimadoras que o presente assunto me oferece com tamanha abundância.
Sinto-me assustada e confusa com esta situação desesperante em que me encontro e imagino a mim mesmo como um monstro estranho e grosseiro que, não sendo capaz de se misturar e se unir em sociedade, foi expulso do convívio humano, totalmente abandonado e deixado inconsolável.
De bom grado me misturaria à multidão em busca de proteção e cordialidade, mas sendo possuidora de tal deformidade, não posso ousar misturar-me. Convido a outros que se unam a mim com o objetivo de constituir uma sociedade à parte, mas ninguém me atende. Todos se opõem à distância e temem a tormenta que me golpeia de todos os lados.
Expus-me à inimizade de todos; devo alegrar-me com os insultos que tenho de suportar? Quando contemplo todas as disputas, contradições, calúnia e difamação; quando dirijo a minha atenção para o meu interior, não encontro nada senão dúvida e ignorância.
Todo o mundo me opõe e me contradiz; tal é a debilidade que experimento que todas as minhas opiniões se desfazem e caem por si mesmas quando não sustentadas pela aprovação dos outros. Cada passo que dou com vacilação e cada nova reflexão me faz temer um erro ou um absurdo em meu raciocínio.
Ora, com que confiança posso aventurar-me a um empreendimento quando, além das infinitas debilidades que me são peculiares, descubro tantas outras que são comuns à natureza humana? Posso estar seguro de que ao abandonar todas as opiniões estabelecidas chegarei à verdade?

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Perda e dor

Existem vários tipos de perda, mas perder alguém é algo tão serio tão grave...
Mesmo assim ainda pode ser subdividido: as vezes perdemos uma pessoa pela morte e as vezes perdemos pela vida, por nossas atitudes.
As duas formas de perder pessoas são cruéis, muitas vezes são inesperadas, mas perder alguém que está vivo é pior pois você ainda pode encontrá-la, e nada pode fazer para recuperar a perda mostrando que o dano foi irreparável.
Se aproximou, ficou perto de mim, me fez sentir alguém depois simplesmente ... apenas me senti como se eu nada fosse. A pessoa seguiu sua vida, sorriu e foi ser feliz, sem guardar nenhuma lembrança. Enquanto eu tenho recordações de tempos bons que eu queria que continuassem existindo, e crio diariamente recordações da tempestade que estou vivendo.
Pode haver várias conquistas, mas na frente de uma perda nenhuma delas significa nada, é o mesmo que ocorre com o nosso corpo humano, ele está em pleno funcionamento, quando há um corte profundo não importa o que está bom só se consegue pensar na dor e em uma maneira de fazê-la parar, só consegue ser lembrado a parte machucada, o nosso cérebro é treinado para isso.
Perder alguém é um grande corte profundo, parece que nada mais importa. Só consigo pensar em como poderia ser diferente, o que eu poderia fazer pra consertar, eu preciso curar essa dor e seguir em frente, não posso simplesmente ficar aqui, assim
Eu simplesmente não consigo chegar perto, tenho que verificar os locais que freqüento, as pessoas com quem falo, onde, quando, por que, são perguntas diárias. Ver é sentir aquele bisturi entrando novamente e cortando profundamente, me deixa confusa, dói como nunca tinha doido antes em toda minha vida.
O vendo de longe percebo o quanto está feliz, o quanto eu não signifiquei nada e sinto dor, não consigo aceitar essa perda, ela ainda está muito recente e muito forte. Difícil ainda quando sempre escuto que eu criei tudo isso, que eu perdi por minhas atitudes.
Então choro para tentar diminuir a profundidade da dor, colocando, assim, pra fora tudo o que está me matando.
Mas, mesmo existindo família, amigos, pessoas importantes que me dão valor, que gostam de mim e se preocupam comigo, mas nesse momento parece que nada mais importa, outras perdas não fariam diferença, não tem como ficar pior.
Penso nos outros que ainda estão vivos e presentes do meu lado, queria poder dá-los atenção, mas a dor não deixa. Todos os dias ela me consome e eu me sinto uma pessoa que não merece esse carinho e atenção que os outros têm, eu não.
Me sinto um monstro! Só queria que todas as pessoas pudessem ver assim como, aquela que está longe já viu, eu não consigo mais seguir em frente, eu não posso mais amar ninguém, porque não sou ninguém e não tenho capacidade para amar como as pessoas mereciam.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A Falha da Inteligência Emocional

O conflito continua, às vezes olho para trás e parece que não comecei a consertar nenhum dos erros do meu passado, parece que eu estou cometendo os mesmos erros.
E nessa hora em sinto fraca, me sinto incapaz.
As mudanças ocorrem lentamente e o tempo passa tão rápido que sempre parece que nada mudou, mas só o fato de eu saber quais são os meus erros já é uma grande mudança.
Talvez, a fraqueza que eu sinto não queira dizer exatamente que eu não sou forte. Mesmo assim, a vontade de desistir de lutar quer tomar conta de mim. Mas, se eu fizer isso, me sentirei pior, me sentirei uma perdedora e, mais uma vez, me contradigo com outros textos quando eu digo: “CHEGA! EU NÃO AGUENTO MAIS!”
Não consigo medir em uma balança a angustia de continuar e a dor de perder, de voltar ao inicio.
Se pelo menos eu soubesse que nunca mais iria passar por isso novamente. Mas nada posso garantir, o futuro ao futuro pertence, eu tenho que ver os passos do presente e ir vivendo.