quinta-feira, 25 de abril de 2019

America

Imagem relacionada

América, me apaixonei de ouvir falar aos 10 anos.
Aos 15 tive a oportunidade de te conhecer pela primeira vez.
Aos 20 resolvi viver com você, até o dia em que eu te abandonei sem olhar para trás.
Pelo menos talvez você tenha pensado assim. 
Mas eu olhei para trás.
Olhei todos os dias, olhei no momento em que entrei no avião de volta a minha terra natal.

Afinal eu nunca poderia esquecer. 
Trouxe na bagagem um pouquinho de você: minha filha americana!

Tentei te ver em 2012 você não permitiu, nem tinha passado dez anos, mas eu ainda pensava em você com muito amor.
Em 2014 tentei novamente, mas não seria tão fácil.
Você estava bem mais exigente comigo, desconfiada.

Estudei, terminei o meu curso de Direito, fiz vários concursos, cheguei a um nível relativamente alto. Ainda não foi o suficiente.
Escutei:
- Me esquece! Tenha olhos pro resto do mundo, conheça o mundo e quem sabe algum dia te darei uma chance.

Fui em Paris e no retorno tentei te ver mais uma vez. Nesse momento já estava num trabalho que 90% dos brasileiros não possuem e que é o sonho de muita gente.
Você me disse:
 - Você errou muito comigo. Não quero a sua presença!

Conheci o Panamá, fiz um cruzeiro pela Europa tentando te esquecer, mas sempre te amei. 
Você nunca saiu do meu coração.

Chorei, como chorei em todas as vezes que você me rejeitou. Meu Deus, não entendia o quanto isso doía em mim

Em 2018 decidi que tinha que aprender a viver sem você e me contentar em visitar o Canadá, seu vizinho. Entretanto, pedi apenas que deixasse eu posar num de seus aeroportos para poder aproveitar as passagens mais baratas.

Surpresa! Você disse que eu merecia uma segunda chance.
Que eu podia te visitar.
Meu coração se encheu de alegria. 
Confesso que já tinha desistido de você. 
Mas a emoção foi como se fosse a primeira vez.

Em 2019 ao descer do avião pensei em todas as suas rejeições.
Pensei que não fosse passar dos guardiões da borda, mas passei.

Te vi novamente e me senti em casa.
Me senti completa, me senti feliz. 
Como a muito tempo não me sentia na vida.

Mas eu sei das suas leis. 
Sei que você não me permite viver contigo.
Então, voltei pra casa.
Mas com o coração leve. 
Pois sei que posso te ver novamente.


segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

O Elefante Branco

Maria trabalhava na empresa “Dream Job”. Certo dia, chegou uma tarefa de oito volumes com prazo de 15 dias. Ela tinha que agira, era importante, tinha peixe grande dentro. E o seu conhecimento prático era igual a zero.

Nunca tinha feito aquela tarefa e só tinha ouvido falar na faculdade, mas fazer o que.

Ninguém se importava,

Ela tentou de todas as maneiras, não dormiu no final de semana direito pensando nos oito volumes de sua tarefa. Não resistiu e levou suas anotações para casa, junto com seus estudos e ficou por um dia inteiro tentando achar a resposta perfeita para o problema.

Tudo que ela tinha era o resultado final desejado que tinha sido direcionado pelo chefe.

Esforços não foram medidos.

Com humildade levou uma “possível” solução da tarefa, já imaginando que seus erros seriam apontados. Na verdade, Maria estava contando com o apontamento dos seus erros para aprender.

Após a análise do chefe, seus erros foram apontados e Maria prontamente se dispôs a corrigi-los.
Mas ela não sabia que não teria mais outra chance de corrigi-los novamente.

Depois, silêncio total.
O telefone tocou. O elefante branco apareceu!

Acabou o seu dia de trabalho e ela voltou para casa.

Em sua mente, seu chefe não gostou do trabalho dela, delegou-o a outra pessoa, pois não teria tempo ou paciência com alguém que não sabe fazer o que lhe é determinado.

A aflição tomou conta. Acabou o seu dia.

Isso poderia ser apenas mais um pensamento de alguém que tem problemas psicológicos, mania de perseguição ou baixa alto estima, dentre outros...

Mas o elefante branco estava lá! Não foi imaginação! Era real!

Como Maria vai continuar trabalhando na empresa “dream job” sem ter a experiência necessária para o cargo, com muitas responsabilidades e pouca inteligência emocional?

Esse é o trabalho que Maria liga, que quer passar o resto da vida, não é apenas mais um.

Mas, talvez seja…

Ela só não sabe ainda...


terça-feira, 1 de janeiro de 2019

2019 - Lágrimas a declarar

2018 Foi um ano bom.
Realizei 3 sonhos: Fui morar no Sul do Brasil; Consegui meu visto de turismo para o Canadá e para os Estados Unidos.
Até hoje a frase do servidor do consulado americano soa na minha mente: "Everybody deserves a second chance". Valeu a pena dizer a verdade.

Em outubro de 2018 com o visto em mãos e férias marcadas consegui comprar uma passagem acessível para passar 45 dias com a minha irmã em Vancouver. Parecia que nada podia dar errado...

Ledo engano, de repente a maré começou a mudar.

Faltando menos de uma semana para a tão sonhada viagem, começou o pesadelo.
Comunicado de cancelamento de férias, acusações que não feriram o corpo, mas o fundo da alma.

Nessa hora me lembrei do quão é difícil ser feliz e o quanto a felicidade quer viver longe de mim.
Aquele sentimento de ser feliz por um segundo, foi bom por um momento. Mas é incrível o estrago que vem depois.

Com o cancelamento do comunicado, chegou o "grande dia" da viagem e o estomago deu seus sinais de "não estou a fim de viajar", em seguida foram os olhos que se encheram de lágrimas, mas não de alegrias e sim de uma profunda tristeza.

De repente o ombro "endureceu" e aquele reencontro que era para ser um momento lindo se resumiu em um: "Me leva pra casa que preciso de cama".

Minha irmã e meus sobrinhos choraram de emoção com a nossa chegada no Natal e eu estava ali, apenas de corpo. Não sei em que parte do caminho ficou a minha alma ou os meus bons sentimentos.

No ano novo não resisti, poderia ter ido ver os fogos no centro de Vancouver, mas a cama me segurava como uma camisa de força e eu não precisava me esforçar para dormir.

Eu viajei mais ou menos 12.500 km, em três dias, para estar com a minha família, para aproveitar minhas férias, para conhecer um país novo, uma cidade nova. aproveitar todo o tempo para escutar a língua que amo, o inglês.

E tudo o que eu consigo fazer é chorar debaixo do edredom com a certeza de um futuro incerto.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Se ser feliz fosse decisão eu não estaria aqui

Já que ultimamente as palavras me faltam a mente, assisti um vídeo que me chocou, que demonstrou tudo o que eu sinto, que tornou claro os fantasmas que vejo...

Sabrina Benaim é uma jovem escritora canadense e conhecida por suas performances em eventos de poesia. Em 2015, sua peça mais emblemática foi nomeada de “Explaining my depression to my mother” (Explicando minha depressão para minha mãe, em tradução livre) e já conta com mais de quatro milhões de visualizações. No monólogo, Sabrina fala sobre todas as angústias que sofre uma pessoa com depressão e ansiedade.

 Explicando a depressão para minha mãe

Mãe, minha depressão é como uma metamorfose, em um dia ela tão pequena quanto um vagalume na pata de um urso, e no próximo dia, é o urso. E nesses eu me finjo de morta até que o urso me deixe sozinha. Eu chamo os dias ruins de "dias sombrios".

Minha mãe me diz: "Tente acender velas."

Quando eu velo uma vela eu vejo o brilho de uma igreja, a terminação de uma chama, as faíscas de uma memória mais jovem que o meio dia. Eu estou de pé, ao lado do seu caixão aberto. É nesse momento que eu percebo que cada pessoa que eu conheci irá algum dia me deixar. Além disso, mãe. Eu não estou com medo do escuro, talvez isso seja parte do problema.

Minha mãe me diz: "Acho que o problema é que você não consegue levantar dessa cama!"

Eu não consigo, a ansiedade me mantém refém dentro da minha própria casa, dentro da minha própria mente.

Minha mãe me diz: "Da onde a ansiedade vem?"

Ansiedade é o primo de fora da cidade fazendo uma visita, que a depressão se sentiu obrigada a levar para a festa. Mãe, eu sou a festa, só que eu sou uma festa que eu não quero ser, uma festa na qual eu não quero estar.

Minha mãe me diz: "Por que você não vai à uma festa de verdade ver seus amigos?"

Claro! Eu faço planos, eu faço planos mas eu não quero ir, eu faço planos porque sei que eu deveria querer ir, eu faço planos pois sei que algumas vezes gostaria de ter ido, é que simplesmente não é muito legal se divertir quando você não quer se divertir, mãe!
Sabe, mãe, toda noite a insônia me pega em seus braços e me larga na cozinha, no tênue brilho da luz do fogão. A insônia tem esse jeito romântico de fazer a lua parecer uma perfeita companhia.

Minha mãe me diz: "Tente contar ovelhas."

Mas minha mente só consegue contar razões para continuar acordada. Então eu saio para caminhar, meus joelhos disfêmicos fazem "clack" como colheres de prata seguradas em braços fortes com pulsos frouxos. Eles tocaram minha cabeça como desajeitados sinos de igreja. Me lembrando que estou sonambulando em um oceano de felicidade no qual eu não posso me batizar.

Minha mãe diz que: "Ser feliz é uma decisão."

Mas minha felicidade é mais oca do que um ovo furado por uma taxinha. Minha felicidade é como uma febre fervente, que a qualquer momento pode estourar.

Minha mãe me diz que: "Eu sou tão boa em fazer algo do nada." E depois na cara dura me pergunta se eu não tenho medo de morrer. Não, eu não tenho medo de morrer, eu tenho medo de viver. Mãe, eu sou sozinha. Acho que aprendi, quando o papai foi embora, a transformar a raiva em solidão, e a solidão em ocupação. Então quando eu te digo que tenho estado super ocupada, na verdade eu quero dizer que tenho caído no sono assistindo o jornal esportivo no sofá para evitar confrontar o espaço vazio na minha cama, mas sempre acabo sendo arrastada de volta para ela. Até que meus ossos sejam os fósseis esquecidos de uma cidade esquelética afundada e minha boca um cemitério de dentes quebrados de tanto morder a si mesmos. O auditório vazio de meu peito com esses ecos de batidas do coração. Mas eu sou apenas uma turista descuidada agora, eu nunca vou verdadeiramente sabem de todos os lugares em que estive.

Minha mãe ainda não entende. Mãe, você não consegue perceber que eu também não?

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Dias Assim

Aquela tensão como se uma arma tivesse apontada na cabeça
Aquele sentimento de excesso de trabalho que a qualquer minuto vou explodir
"Licença Médica" e a tradução de que todos vão me ver como preguiçosa, cara de pau e aquela pessoa que ninguém pode contar
Sintomas de que eu estou ficando ↑↑"sick"↑↑

Eu não estou nada, eu sou
Não existe cura...
A guerra interior
A vontade de entrar em coma (literalmente)
O choro no meio da madrugada
A paralisia - quanto mais coisas eu tenho pra fazer menos eu consigo

"o desânimo, e a vontade de largar tudo e voltar pra cama, e ficar na cama. As vezes você até volta pra cama, mas se culpa o resto da semana (ou da vida). Você tem (mais) obrigações que as vezes não consegue cumprir, se planeja no dia anterior pra no outro dia não fazer nada porque estava dormindo." http://borderline-girl.blogspot.com.br/2017/02/

A transformação: a dramática, irresponsável, impulsiva, difícil, louca...

Parece que a única saída é se encher de comprimidos...

Infelizmente ainda não tenho a capacidade de induzir coma sem risco de morte.
Mas a vontade que dá é que só assim as pessoas enxergariam
Só consigo pensar que é o único jeito de mostrar para as pessoas que eu estou mal: enchendo a mão de comprimidos e engolindo-os.
É a única forma de socorro que passa pela minha mente.
Só não executo porque tenho a certeza que vai piorar tudo.
Não quero platéia.Prefiro gritar em silêncio.

Quanto menos souberem melhor.


segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Suddenly


a paciência é zero
a insegurança é mil
a saudade dói

vem a vontade de ter como melhor amigo a pessoa que não faz questão de me ter por perto.

a cabeça gira
impossível atingir a concentração necessária
o trabalho atrasa, tudo está fora do prazo
há baixo desempenho e o risco de exoneração bate a porta

remédios não conseguem solucionar os problemas dessa vez
os bons médicos estão a milhas de distância

não há confiança
só resta o silêncio

vem a culpa de preocupar os amigos que me tem por perto

todos os dias eu digo que está tudo bem
é mais fácil do que dar explicações
ou conviver com a culpa

o rosto desfigura
a felicidade dar lugar a tristeza
caí

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Férias Calorosas no inverno do Sul

Fui tirar férias no Rio Grande do Sul no intuito de rever amigos e fazer as pazes com DEUS.
Tinha certeza que seria mais um retiro espiritual com momentos de introspecção, concentração e estudo da palavra do que passeios propriamente dito.
Enganei-me.

Apesar de pouco planejado, tudo saiu diferente.
O lugar que eu iria passar pouco tempo, fiquei muito.
O lugar que eu iria passar muito, fiquei pouco.
Era suposto fazer frio, fez calor.
No entanto, foi tudo surpreendentemente incrível.
Melhor do que eu poderia imaginar.

Fazia muito tempo que não me sentia tão bem, tão feliz, tão serena.
Conversei muito, ri muito, chorei também e no final das contas voltei sem ir na Igreja.
Mas DEUS falou comigo mesmo assim.

Ao chegar em casa veio a saudade da felicidade.
Sentimento que eu tentava evitar a todo custo por medo de sofrer.
E ele me pegou desprotegida.

Por um tempo...
Foi bom ser feliz.


domingo, 1 de janeiro de 2017

Desejo

Por que todo recesso de final de ano é difícil?
Reencontro com familiares e amigos
Aparências
Maquiagens de alegria
Coisas que não existem
E tudo o que eu queria
era apenas que as pessoas
me aceitassem do jeito que sou
e que entendam que não pretendo mudar
Isso faz de mim uma pessoa egoísta?

Eu tenho um filme favorito
um prato favorito
e centenas de coisas que não me agradam

Por que tentam me mudar a todo custo?
Qual o problema de me aceitar como sou?

Houve um tempo em que eu me sentia muito mal
por não conseguir agradar aqueles a quem estimo.

Mas hoje, hoje não.
Me sinto invadida e desrespeitada.
E a distância faz eu me sentir melhor

Quero voltar pra casa



domingo, 18 de dezembro de 2016

Luto 2016

Eu tenho me esforçado e dado o melhor de mim
Existem momentos que eu ensaio uma aproximação
Mas eu não sei como falar de arrependimentos
Mesmo assim, tudo está claro
Eu realmente sinto que perdi
É difícil acreditar ser o fim
Parece mesmo que aconteceu
E se isso é real bem eu quero saber
Fale então! Por favor explique!
Não sei o que você está pensando
Preciso de razões porque o silêncio machuca

Você e eu costumávamos estar juntos
Todos os dias juntos sempre
Você me tornava melhor
Nossas lembranças
Muitas são boas
Mas algumas são completamente amedrontadoras
Nós morremos, com a minha cabeça em minhas mãos
Eu sento e choro porque está tudo acabado
Pode nos ver mortos... nós estamos?

Até agora, os lados que eu já vi,
sei o que eu não tenho.
Vejo o nada de ser humano que eu me tornei
Não tenho uma vida
Tenho vivido uma mentira e não tem nada lá dentro
Todo esse tempo me mantenho no escuro,
sem um pensamento, sem uma voz.
Parece que foi a mil anos.

Meus sonhos são vazios como minha consciência parece ser.
Dos momentos de solidão é que nunca me liberto
Me reprimo duramente na raiva
Para que nenhuma dor ou angústia possa mostrar a verdade
Ninguém sabe como é ter esses sentimentos
Como eu sinto, e culpo você!

segunda-feira, 11 de julho de 2016

FÉRIAS

Tive que tirar férias porque todo mundo tem, é de DIREITO. Mas ando pensando que o trabalho é melhor.

Na rotina do trabalho não se gasta dinheiro, não se pensa em viajar. No final de semana está atarefada com as tarefas do lar ou cansada demais para perder tempo em eventos sociais.

Passei 25 dias de molho e me fez refletir muito.

Por uma promoção inesperada consegui viajar para a terra natal. Foram 10 dias em casa em domicílio e 15 dias na terra natal.

Experiências...Aprendi que:
... Certos lugares nos levam a certos hábitos. E não somente físicos, psicológicos também.
... Aquelas pessoas que um dia te fizeram se sentir especial, hoje simplesmente não se importam porque você não faz mais parte da rotina. Hábitos...
... Nem o primeiro amor dura para sempre.

A cada dia que passa me torno uma pessoa diferente no meu domicilio, alguém que não existe na minha terra natal, como se fosse duas pessoas completamente diferentes.

Essa sensação faz com que a minha terra natal me deixe desconfortável.
O que salvou essa visita foi um check-up completo, médicos e exames diários... para mim, resolver isso no dia a dia é complicado, pois eu não teria forças, paciência, para fazer, ou, se fizesse me deixaria extremamente fraca, sem energias, comprometendo o meu raciocínio e a minha razão.

Quando me restou um final de semana sem médicos, eu simplesmente fiquei perdida e não soube muito bem o que fazer com ele.

Mas voltei para a casa e tudo vai voltar para o seu devido lugar.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

FRUSTRAÇÃO



Um dia alguém chega e me pede ajuda. Sem hesitar concordo, mas tento manter a distância. Dispenso apresentações, prefiro chamar de estranho: Diga o seu problema, mas não diga o seu nome, eu não posso me envolver.

Antoine de Saint-Exupéry leciona por meio de literatura infanto-juvenil valores inestimáveis: “Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo.”

Mas nem sempre deixo essa mensagem muito clara. Prevalece a insistência. Então, aprendo o nome e não demoro muito para aprender a sentir a ausência de quem teima em se fazer presente.

O problema é que normalmente as pessoas não costumam se preocupar com a lei moral que diz: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”  SAINT-EXUPÉRY, A. 

Ninguém se acha responsável pela dor causada no outro por meio da distancia e indiferença. O egoísmo impera, a empatia desvanece. Em mim, há dor...

Rejeição, sentimentos de perda, pensamentos como: “Se eu não sou boa o suficiente para manter uma amizade, eu não posso ser boa para mais nada nessa vida”.

E daí? Tenho que aprender a viver com isso! Seguir em frente...


SOZINHA

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Morte Súbita

De forma abominável levou a mãe
No fim de semana comum
Sem expor fraqueza
Apoderou-se em sonhos
Esvanecido, este dissipou
Mas ainda subsistia o amor quase perfeito
que abruptamente morreu
Atrocidade
Esperança vã
que agora lentamente
leva embora qualquer suspiro de perspectiva
e aparta qualquer sentimento de afeição.
O que pode parecer súbito
em outro prisma é uma lenta e dolorosa agonia.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Garota Mimada

Não precisa se preocupar
Egoísta é você!
O mundo não gira ao seu redor
Você pensa como uma criança que não consegue ganhar o que quer
e acha que pode chorar pra conseguir.
Chorar não vai resolver nada.
Deixe as outras pessoas serem felizes.
Está se sentindo abandonada?
Agora você sente na pele o que é abandonar aqueles que te amam
O mundo dá voltas!
Você não valorizou
a família, a amizade, o amor
Agora todos estão longes
e você quer tê-los por perto.
Mas lembra que era você que queria ficar longe?
Não cobre nada de ninguém
Não preocupe ninguém com suas atitudes mimadas
Deixe as pessoas serem felizes.
Isso te incomoda?
Aprenda a viver com isso!
São consequências das suas atitudes.
Aprenda a assumir a culpa e a responsabilidade!
Não chame atenção. Suma!
Os outros merecem ser felizes sem você.
Pois você os afastou várias vezes.
Eles te esqueceram!
Você não é capaz de ter empatia por ninguém.
Você é refém dos seus próprios caprichos.
Cresça!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Chuva de lágrimas

O crepúsculo ofusca a razão, exaltando clara a ferida. 

São dias em que a alma sente dor, uma dor tamanha que é impossível ignorar. Então choro. Faço as palavras caírem dos meus olhos. E digo o que, em certos momentos, se encontra indizível.

Choro dentro de um quarto em solidão. 

Choro porque me despeço, porque me lamento, porque me comovo, porque o filme era lindo. 
Choro porque me sinto sozinha, quando todos se divertem em viver, e eu, naquele instante, não. 
Choro de raiva porque tudo deu errado naquele dia. 
Choro porque amo intensamente e desejo ser amada, e nem sempre sou. 

Soluço pela lembrança que dói ou que alimenta ao reviver em memória o último beijo, o irrevogável tempo de infância, a conversa que não terminamos, o último abraço, a família que está longe, aquele que se foi... 

Choro em segredo, quando a única opção é ser forte. 
A alma soluça na intimidade recolhida do escuro. 
É, existe dor que é sigilo. 

De todo modo, choro é alívio pra alma. Sou eu colocando a mão por dentro da garganta tentando desatar o nó. 
Segundo Shakespeare: “Chorar é diminuir a profundidade da dor.” 

Me socorro no choro, enquanto tento fazer escorrer em lágrimas o que precisa sair, descer ou desfazer. 
O choro é chuva que varre a dor, é uma atrevida tentativa de fazer a tristeza fugir do olhar. Enquanto escorre, a lágrima faz curva na angústia, faz o instante provocar um dilúvio.
O pranto é um resto de mar que cura. 

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Explicação


Meu mundo após a leitura do artigo da revista bula no link “http://www.revistabula.com/843-voce-usa-oculos-eu-as-vezes-uso-ritalina-e-rivotril/”. Encontrei palavras para explicar o que eu pensei ser impossível de entender.


Uma experiência em que observo o mundo de fora.

As conversas não interessam, as pessoas não interessam e sofro me OBRIGANDO a ter uma vida normal. Mesmo que dentro da minha cabeça exista uma sirene avisando que um tsunami está vindo. Teimo e o volume da sirene vai crescendo até ficar ensurdecedor. E aí para.

Uma sensação de inadequação, de incompetência ou inabilidade para lidar com as coisas que aparentemente as outras pessoas tiram de letra. Um incômodo, que me deixa distraída, e negligente. Começo a esquecer compromissos, portas destrancadas, gavetas abertas. Essas falhas vão minando o dia a dia. Uma vez dentro da espiral perco a noção do tempo. As horas se arrastam, ou escorrem pelos dedos numa velocidade que me deixa ainda mais isolada. Como se estivesse caindo e ao mesmo tempo que a velocidade da queda faz o ar me sufoca, cada segundo de pensamento parece durar horas. Sem noção pontual do momento meu passado e meu futuro não existem mais, vira tudo um filme daqueles que você lembra que viu, mas não lembra exatamente quando ou como termina.
E cada coisa que acontece desencadeia uma montanha de sentimentos.

E, ao final, fico exausta. Tudo passa a ser uma batalha.

Aí a sensibilidade vai ficando mais e mais aguçada, e conforme me distancio da realidade, vou criando minha percepção pessoal e fragilizada de tudo, passo a interpretar o mundo de acordo com a minha óptica distorcida, e parece que tudo conspira contra mim. E nada dá certo e ninguém me entende.

Depois vem a sensação de tristeza e de não pertencer. Um nó no peito e não na garganta. Não chega na garganta. O mal estar sobe do estômago e para no peito. E isso independe da paciência ou sensibilidade daqueles que me cercam. E percebo a preocupação, ou irritação ou os transtornos que estou causando mas não vejo modo de sair disto. A voz não sai e não há explicações convincentes para os que me cercam.


ME ISOLO.


Desligo o celular, telefone, computador. Não recebo amigos, não saio de casa. Encaro tudo como um traço da minha personalidade, não consigo acreditar que não necessariamente sou assim, mas que esteja assim.

Sabe quando você está vivendo um período de estresse? No trabalho ou na vida pessoal, e isso afeta seu sono, seu apetite, sua sensibilidade? E parece que seus instintos ficam aguçados e seu corpo pronto para briga? Como se você estivesse numa selva e visse um leão, seu corpo e sua mente te colocam num estado de atenção redobrado, e potencializa sua percepção. Então, eu sou assim.

Prazer e meu diagnóstico final é: sou humana. Tenho angústias, incertezas, inseguranças e uma montanha de emoções intensas. E eu posso cair. Tá no meu diagnóstico: eu posso fraquejar.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

CONCURSEIROS








Colhendo Frutos.


Dizia Baltasar Gracián (jesuíta espanhol do século XVII):

"O saber e o valor à grandeza [ao crescimento pessoal]. São atributos imortais. Você é o quanto você sabe e o sábio tudo pode [pode muita coisa]". 

Luiz Flávio Gomes:

"O crescimento em nossa vida depende de muitos fatores. Dentre eles dois se destacam: a soma dos conhecimentos que conquistamos - resultado da informação que temos, e o valor compreendido pela coragem e determinação". 

Você é o quanto sabe e o sábio pode muita coisa.

Mas sem determinação a sabedoria é estéril.

"Temos que adquirir os conhecimentos que nos permitam desempenhar um trabalho que seja adequado às nossas capacidades naturais". (Faya Viesca) 

Mas os conhecimentos somente não bastam. 

Saber sem ação sem determinação, sem audácia é a mesma coisa que um livro fechado, um computador quebrado, uma casa sem gente e um planeta sem água: não tem vida!

 Avante!

terça-feira, 21 de julho de 2015

Escolha

Há tanta coisa acontecendo ao meu redor. Esforços e fracassos, romances e desamores, vitórias e perdas...
E eu, que estive entre fins e recomeços, 

conheço bem a sensação...
Quero agora permanecer em um sono profundo, 

sem me importar. Anestesiada, tocando a vida.

Eu já estive de partida por tantas vezes.
Encarei mudanças, enfrentei despedidas.
No momento, estou dizendo adeus a muita gente que tenta entrar na minha vida. 
Estou fechada. É uma muralha de aço e medo.

Por trás da muralha há minha vontade: A necessidade de trazer calma ao terremoto que me destrói por dentro.
E eu parti… fui para longe, mas quero chegar mais longe. Longe de mim até a solidão se afastar.
 

Nessa jornada de dores e incertezas, encho-me de ausência. 
Arrasto malas de rancor até conseguir deixá-las pelo caminho.
Encaro a dor no âmago do meu peito. 

E, ouço as palavras que sempre estiveram sufocadas aqui dentro.

Quem sabe depois desse tempo andando perdida por aí, eu me encontre?
Pode ser que um dia eu acorde de mim mesmo, dos meus próprios julgamentos e anseios... Mas, sabe, eu ainda não entendo muita coisa. E os medos?

Ainda não é hora de ficar, há mais necessidade de dizer adeus.
Agora é hora de fazer o que sempre quis.
Muitos dizem: Permita-se. Apaixone-se. Viva!
Mas eu quero me desprender dos desejos alheios a minha vontade.

Na minha lógica perversa recuso o apoio simples, a mão estendida, o ombro vago.
E agrido, ataco, machuco quem estiver perto.
Mas eu não quero provar a minha dor pra ninguém.
Sei que a vida não é um concurso de sofrimentos.

Todo mundo sofre. Uma hora ou outra, dói. 

Não há quem escape.
Mas existem várias formas de demonstrar.
 

Não estou aqui escancarando o meu pesar em um alto-falante ou gritando mais alto do que realmente sinto.
Não tenho forças para isso, prefiro me fechar e chorar baixinho até a dor passar.

E começa o silêncio daquilo que eu não sabia o que era.
Viraram palavras soltas que precisaram se exteriorizar.
Um aperto no peito que me sufoca, uma dor de dentro... 

E não devia...
O sofrimento não é pela tristeza da perda, do fim, do adeus,
mas pela incompreensão do fato, 

e pela dificuldade de aceitar que algo acabou.

"Sabe, nada dói tanto quanto perder o que já se foi, exceto pela dor da escolha, segura-la por muito tempo..."  The Driveway - Miley Cyrus

domingo, 7 de junho de 2015

Quando a amizade vira paixão - parte...

Sabe quando temos um amigo, que conversamos todos os dias, compartilhamos muitas coisas, rimos juntos de bobagens... São almoços, jantares, cinemas, filmes, saídas, viagens...
Quando eu estava ali na solidão, mesmo sem assumir, desejando uma presença amiga, você chegou me ouvindo paciente, brincando e a me fazer sorrir...
Você foi o alguém que podia me dizer: Acho que estás errada, mas estou ao teu lado...
Você estava sendo legal! Nada demais!

Naquela hora eu não precisava de paixão desmedida, não queria beijo na boca e nem desejava corpos a se encontrar na maciez da cama...
Naquela hora eu só queria a mão no ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado.
Sem nada dizer....

Com o tempo tudo mudou... e de repente veio a sensação de que algo estava errado...
Somos apenas amigos e agora começo a imaginar nós dois juntos e você anda tomando todo o espaço em meus pensamentos.
Uma simples mensagem: "Preciso falar com você" Faz o meu coração acelerar.
A felicidade consegue contagiar o meu coração, e eu não consigo controlar toda essa emoção…

Se por um acaso o destino unisse a gente?
Tenho a sensação de que minha felicidade estaria completa, ou pelo menos, eu me sentiria completa

Será que daria certo? Poderia ser “amorizade”...
Talvez, se eu não escrevesse textos tão errados, tentando salvar uma vida e um amor. No final, não salvo.
Eu engasgo nas frases e não vai. Alguém decidida não seria assim, ou seria?
Sou multidão em uma só: A que sofre. A que ama. A que acredita no amanhã. Mas dentro de mim ainda existe a que odeia o Amor.
O amor por vezes destrói, machuca, e acaba.

E surge outro questionamento: vale a pena arriscar?

Um dia me disseram que o sorriso é uma demostração do quanto gostamos de alguém.
Hoje me perguntaram se eu gostava de você, eu apenas sorri...

Essa sou eu, sendo bem... Eu.


sábado, 29 de novembro de 2014

Sobrevivente da Solidão

Hoje faz uma semana que recebi a primeira noticia: Que perdi um amigo para a solidão.
Mal sabia eu que três dias depois eu receberia outra noticia de perda. Outra vida perdida para a solidão.

Solidão é um sentimento no qual uma pessoa sente uma profunda sensação de vazio e isolamento.
É mais do que o sentimento de querer uma companhia ou querer realizar alguma atividade com outra pessoa, é querer fazer parte de alguma coisa e não se sentir capaz.

Acredito que ambos tenha se sentido só, sem amigos, sem compreensão e essa falta pode levar ao convencimento de que não se pode ser amado, fazendo com que o mundo pareça um deserto e isso aumenta a experiência do sofrimento.

O consequente distanciamento do contato social acompanha muletas de toda espécie.
Drogas, sexo indistinto e em profusão, gula gigantesca, fala interminável, saídas compulsivas para programas em todos os lugares, morte, apenas com o intuito de se livrar da própria tenebrosa e asfixiante companhia.

E nada pior do que a crítica para a abordar o assunto.
Apenas o amor pode captá-las, conservá-las, ser justo em relação a elas.

Minha experiência:
Pouco tempo antes dessas fatalidades eu tinha recebido uma noticia maravilhosa de ser chamada para trabalhar onde eu queria.

Mas enquanto eu tinha que me preparar para mudar de cidade eu não sentia apoio de ninguém para me ajudar com a minha filha, com as minhas coisas. Era como se tudo o que eu tivesse que resolver fosse apenas eu, sem nenhum apoio.

Simultaneamente, mesmo eu tentando fazer tudo só, algumas pessoas que tentavam me ajudar me cobravam resultados e atitudes, diziam o tempo inteiro o que eu não podia fazer e o que eu tinha que fazer.
Eu já tinha tantas tarefas a realizar em tão pouco tempo e as pessoas ainda ficavam me jogando mais, fazendo críticas e dizendo que eu tinha que fazer tudo só.

Doeu! E muito!

Aquele momento antes de felicidade se tornou num tormento. Senti cobranças demasiadas, o peso do mundo sobre minhas costas, pessoas a todo instante  me cobrando coisas que eu não tinha a capacidade de fazer. Era asfixiante!

Gritava, implorava e o que via eram rostos virados a minha pessoa.
Nunca me senti tão só, tão pequena e tão insignificante! Incapaz!
Por um momento imaginei que a minha presença no mundo estava atrapalhando a vida das pessoas e o quanto elas ficariam bem se eu partisse. No entanto, tinha UM alguém que precisava dos meus cuidados...

As vezes fico imaginando as dificuldades desses meus amigos, eu os conhecia de perto.
As vezes consigo compreender o que aconteceu, consigo compreender o que a família não consegue.

Podia ser comigo!!!
O amor incondicional mãe-filha e a minha fé em Deus me salvou.
Foi por apossar-me de uma coragem de ferro para prosseguir acreditando na fertilidade do amor em meio às cruéis batalhas da rotina.

Tenho o amor! O maior amor do mundo!
E com amor a gente aguenta tudo!
Escuridão, falta de ar, terremoto, chuva de meteoro, buraco negro, tempestade solar.
A gente aguenta, sim, aguenta e passa ao largo, escapa.

Sobrevive a tudo.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Minhas palavras de despedida a casa José de Alencar (CAIXA)



Diante de uma nova oportunidade de trabalho que tem tudo a ver com minhas aspirações profissionais, estou partindo para um novo desafio. Mesmo me desligando do grupo, aqui fiz amigos – não apenas colegas – que levo como parte das minhas conquistas. Certamente, todas as vivências durante esse tempo me qualificaram como profissional e me tornaram uma pessoa melhor.

Inicio esse e-mail de despedida com o discurso de despedida de Bryan Dyson, ex-presidente da Coca-Cola:

“Imagine a vida como um jogo em que você esteja fazendo malabarismos com cinco bolas no ar. Estas são:Trabalho – Família – Saúde – Amigos e Vida Espiritual, e você terá de mantê-las todas no ar. Logo você vai perceber que o Trabalho é como uma bola de borracha. Se soltá-la, ela rebate e volta. Mas as outras quatro bolas: Família, Saúde, Amigos e Espírito, são frágeis como vidros. Se você soltar qualquer uma destas, ela ficará irremediavelmente lascada, marcada, com arranhões, ou mesmo quebradas, vale dizer, nunca mais será a mesma.”

É importante perceber que o balanço é viver uma vida mais rica e intensa – e que seja mais agradável e significativa. Isso implica que o trabalho deve estar na perspectiva de uma das muitas coisas em que você quer se destacar, mas não define quem você é.

Nesse momento é hora de olhar para trás e ver por tudo o que já passei. Sem dúvida, muitas tristezas e conflitos, mas, felizmente, houve alguns bons momentos, de alegria, de vitórias e de cumplicidade.

Eu não podia imaginar as coisas que me aconteceriam, o início foi incerto, confuso e incomum, onde todos os estranhos fariam parte da minha vida, onde todos os cantos teriam histórias escondidas...

Um amigo me disse para ser honesta com vocês. Então, aqui vai.

Eu tentei buscar o equilíbrio de compromissos externos e tratá-los com o mesmo nível de dedicação que dei ao trabalho. No entanto, muita gente acha que equilíbrio entre vida pessoal e trabalho é um problema pessoal a ser resolvido, e por isso as pessoas (como eu) que expõem esse pensamento publicamente ficam aprisionadas, ambivalentes, rotuladas de não compromissadas e incompetentes. É assim que me senti por muito tempo em tão pouco tempo de empresa.

Contudo, eu não deixei o trabalho tomar todo o meu tempo e as minhas energias, procurei alcançar o máximo de resultados positivos no tempo em que me fui determinado sem distrações ou enganação, mas não pude fazer nada alem da minha capacidade humana, mesmo sabendo que fazendo isso, os colegas da empresa não tinham uma boa imagem da minha pessoa.

Essa busca por uma vida equilibrada ofuscou no meu brilho, e contribuiu para ativar a percepção de que estava na função errada ou na empresa errada. E, cada dia foi se tornando mais difícil, pois toda a paixão que eu dedicava ao trabalho e a alegria que adquiria criando e colaborando com outros, no fim do dia, era menor, e tudo não passava de apenas mais um emprego.

Esse emprego não me abraçava quando eu estava triste, não cuidava de mim quando estava doente (muito pelo contrário me cobrava para ficar saudável como se eu que escolhesse ficar doente) e certamente não dava o amor e atenção que minha filha precisava.

Até que chegou o momento em que não encontrei meu lugar. Para cada porta que abria, duas batiam no meu rosto.

Na minha assiduidade vi pré-julgamentos infundados de pessoas que não procuravam saber a verdade e acreditavam em boatos. Acredito que o que houve na verdade não foi falta de assiduidade e compromisso da minha parte e sim falta de diálogo e confiança por parte da equipe.

Sei que, no dia a dia, muita gente que não está em condições faz um esforço adicional para ir trabalhar pra não causar má impressão, desconfianças ou para não sobrecarregar os colegas, há várias pesquisas nesse sentido é um novo fenômeno chamado PRESENTEÍSMO. Eu não me preocupei com isso e sempre coloquei minha saúde (física e mental) em prioridade. Se eu não estivesse 100% dificilmente conseguiria levar a minha vida profissional avante. Além do mais algumas doenças não afetam apenas a minha produtividade e o meu trabalho, mas também o dos meus colegas, que poderiam facilmente contagiar.

Bem, chegou a hora. O momento na minha vida quando preciso ir para longe, pois aqui nada parece estar certo.

Isto é o que eu quero. Vou pegar a estrada.

Talvez porque eu encare tudo como uma lição.

Ou porque não quero andar por aí com raiva.

Ou talvez porque finalmente entendi que há coisas que não queremos que aconteça, mas temos que aceitar. 

Coisas que não queremos saber, mas temos que aprender...

Contudo, devo esquecer aqueles que me impuseram obstáculos infundados e agradecer àqueles que me impulsionaram adiante.

É hora, mais do que nunca, de valorizar as amizades e os conhecimentos adquiridos aqui.

Um abraço,